Aeromoças e Tenistas Russas escolheram seus 10 melhores shows do Primavera Sound

13/06/2017

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Aeromoças e Tenistas Russas

Por: Aeromoças e Tenistas Russas

Fotos: Luz Vermelha

13/06/2017

A banda instrumental Aeromoças e Tenistas Russas está finalizando a sua primeira turnê internacional para a divulgação do compacto MIDI, lançado no dia 28 de abril. Há oito anos na estrada, o grupo que nasceu em São Carlos (SP) é formado por Juliano Parreira (baixo), Gustavo Palma (teclado), Eduardo Porto (bateria) e Gustavo Koshikumo (guitarra).

Os amigos que fogem dos rótulos, se alimentando de sonoridades destintas e interessantes, finalmente levaram sua música para os céus da Europa, passando por Portugal, Espanha, Alemanha e Holanda. Uma das oito apresentações da turnê foi no festival Primavera Sound em Barcelona, em que eles aproveitaram para contar quais foram os seus shows favoritos, vem ver:

​​Solange
Era um dos shows mais esperados por todo festival e por nós. As composições, o groove e a mensagem trazida por Solange fez a gente chegar 50 minutos antes pra assistir bem de frente. A banda é impecável e ainda interage, dança e dialoga entre si durante todo show. Realmente um espetáculo completo, com um roteiro claro e um dos shows com a melhor qualidade de som. Vale mencionar que o grave era espetacular e fazia o corpo inteiro tremer. Por Eduardo Porto.

​​Tycho
Sempre curtimos muito o som do Tycho, mas as apresentações deles ao vivo ainda eram uma incógnita pra gente. Que linda surpresa! Que show! Ninguém erra uma nota e foi arrepiante ver cerca de 20 mil pessoas pirando numa banda instrumental que tem poucos momentos “dançantes”. O show é bem intimista, quase todo em contra-luz e com poucas falas. E o repertório é extremamente arquitetado. Por Juliano Parreira.

​​Flying Lotus
Já era um som que eu curtia muito, mas ao chegar no show, o visual realmente surpreendeu. Com um telão de led atrás dele e um pano mais fino com projeções na frente, a interação das imagens com as músicas é realmente impecável e transforma o show em uma experiência cinestésica, com milhares de pessoas dançando. Por Eduardo Porto.

​​Survive
Hipnótico e eletrizante, cheio de referências cinematográficas e alienígenas; traz uma proposta equilibrada de luz e som aos palcos. Com pelo menos quatro sintetizadores interligados e sincronizados por cabos, as texturas e melodias criadas com pads e leads analógicos surpreendem e justificam sua presença na trilha da mega série Stranger Things. Por Gustavo Palma.

​​Metronomy
Um show cativante do início ao fim, com ótima dinâmica e bons momentos de solos individuais chamando atenção para os instrumentistas. Rolaram vários hits como “Reservoir” e também algumas “lado B” do último disco, priorizando as músicas dançantes em quase todo o show – que por isso acaba soando mais vibrante que os próprios discos. Por Gustavo Palma.

​​Grace Jones
Meus amigos, minhas amigas, quando eu tiver 69 anos eu quero ter pelo menos 1/4 da energia dessa mulher. Show de reggae, dub, soul, black music na veia! O melhor PA do festival e uma sonzera incrível. Inesquecível. Por Juliano Parreira.

​​Aphex Twin
Experiência audiovisual pesada. Som absurdo, imagens fodas do público sendo manipuladas ao vivo por um VJ incrível e uma luz que abduzia. Chocou demais todo mundo que tava lá! Por Juliano Parreira.

The XX
Show massa! Incrível o que eles fazem em três pessoas num palco daquele tamanho. Destaque para presença de palco dos dois vocalistas, que são extremamente simpáticos e que transbordam energia em suas canções. E pro DJ/produtor/baterista/percussionista que quebra tudo na parte rítmica da coisa. Máximo respeito por essa banda! Por Juliano Parreira.

​​Prairie WWWW (Taiwan)
Uma das surpresas foi Prairie WWWW, de Taiwan. Pesada e com ritmos quebrados, a banda surpreendeu o público com uma proposta contemporânea e experimental, trabalhando timbres “orientais” e uma execução incrível. Por Juliano Parreira.

​​Badbadnotgood
Junto com Tycho, BBNG sempre foi uma das maiores influências da banda. Com uma pegada mais freejaz, o show é bastante dinâmico e tem muitos momentos de improviso. A plateia lotou o palco, o que nos deixou bastante otimistas em relação ao potencial do público de música instrumental aqui na Europa. Impulsionada pelo hit “Lavender” com Kaytranada e Snoop Dogg, a banda apresentou também outros temas já conhecidos pela grande maioria das pessoas presentes, fato comprovado pelas diversas reações de “uhuuu” a cada música tocada. Grande show, com alguns poréns em relação ao som do PA que não ajudou a banda em alguns momentos. Por Gustavo Koshikumo.

​​Menção honrosa às bandas brasileiras
​​Liniker e os Caramelows surpreendeu e emocionou todo mundo pela energia com que entrou no palco e pelo retorno mais que positivo do público, que cantou junto e não parava de chegar para assistir. ​​Bike conseguiu entreter geral e levou a uma viagem através de timbres muito bem colocados. ​​FingerFingerrr se mostrou madura por já ter tido a experiência no SXSW e encerrou os showcases no último dia do festival, chamando a comissão brasileira inteira pra última música no palco. ​​Tiê tocou com banda completa. Muitos fãs brasileiros foram só para assisti-la e o show foi muito bem amarrado, com ótimos músicos. Falando em ótimos músicos, a ​​Me and The Plant assumiu o palco com um time pesado. Competentes também foram os meninos do ​​Marrakesh, que entraram no palco quebrando tudo com diversos timbres eletrônicos mesclados com um rock psicodélico setentista. Por ATR.

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13/06/2017

Aeromoças e Tenistas Russas

Aeromoças e Tenistas Russas