BRGMOTA Nights, uma noite pra gozar dentro

30/04/2015

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Revista NOIZE

Por: Revista NOIZE

Fotos:

30/04/2015

Fotos: Ariel Fagundes

Não sei se foi assim pra todo mundo que esteve na quarta à noite no Opinião, mas, pra mim, o BRGMOTA Nights proporcionou um fôlego surpreendente. Os três shows aos quais assisti tiveram uma aura própria (com o perdão da ripongagem). Uma dessas coisas que a gente não consegue explicar direito, mas que têm a ver com a harmonia entre público e artista, sabe? Ontem rolou e rolou legal.

Os goianos da Boogarins abriram a noite com pinceladas generosas de psicodelia, fazendo a gente flutuar entre as guitarras e a rouquidão da voz do Dinho Almeida. Aliás, que felicidade poder curtir vocais marcantes como o desse moço.

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Com um repertório enxuto, porém bem alinhavado, a banda fez o público concentradíssimo se entregar a cada acorde. “Lucifernandes” e “Doce”, ambas do álbum As Plantas Que Curam (2013), fizeram aquela galera cantar cheia de vontade, do jeitinho que tinha que ser. Foi um show curto, mas pareceu ter passado ainda mais rápido, como tudo que é bom. Nas palavras de Dinho, foi “uma noite pra gozar dentro”.


Depois veio uma apresentação que eu [vergonhosamente] ainda não tinha visto ao vivo, a dos guris da Wannabe Jalva. E, pela segunda vez na noite, enxerguei uma banda na vibe do público (talvez o contrário, ou ambos, vai saber).

Os meninos oscilavam entre a timidez e a presença de palco de quem toca com muita vontade, um equilíbrio dos mais cativantes. Na plateia, corpos dançando livres, embalados por instrumentais longos, esses intercalados com letras que quase todo mundo ali sabia de cor.

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“Miracle” soou tão familiar que o público parecia ouvir um clássico, desses que simplesmente se sabe cantar. E, confesso, dá um orgulho bairrista incontrolável ao ver algo daqui sendo tão bem degustado. Pessoalmente, acho que “Down The Sea” também merece destaque, até porque encerrou o set quebrando tudo, pra gente esperar o Pethit em alta voltagem.

Foi também minha estreia na plateia do Thiago Pethit, momento pelo qual eu aguardei curiosa desde o lançamento de Rock’n’Roll Sugar Darling (2014). E o mais novo rocker da cidade não me decepcionou nadinha.

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Performático por natureza, ele disparou suas veias teatrais na nossa cara e fez a gente querer virar o cão dele, chupar o rock and roll dele, entrar no carro e fugir com o primeiro “Romeo” que aparecesse. Pois é, ele foi mesmo hipnotizante. Teve até gente ganhando umas bitocas do artista na beira do palco, pra deixar a galera ainda mais enlouquecida com toda aquela energia compartilhada.

Pethit encerrou a noite deixando a gente com sede de mais, com vontade de outras sequências shows como aquela. Podia ter sido uma quarta-feira qualquer, mas três bandas e uma junção de gente a transformaram numa noite pra gente querer reviver. Ainda bem.

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30/04/2015

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