Entrevista | O batismo de água e de fogo do BaianaSystem em “O Futuro Não Demora”

15/02/2019

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Ariel Fagundes

Por: Ariel Fagundes

Fotos: Cartaxo/Reprodução

15/02/2019

O ato de se batizar é um rito de passagem e, como tal, não é possível retrocedê-lo. Ao longo do último ano, o BaianaSystem submergiu nas águas sagradas da Baia de Todos os Santos, que banha a Ilha de Itaparica, ao lado de Salvador. Esse longo processo de mergulho na tradição oral da Bahia e na arqueologia cultural do Brasil provocou um aprofundamento das suas raízes, que agora tocam o centro da Terra, mas, ao mesmo tempo, em um movimento contrário, possibilitou que o grupo decolasse como nunca e atingisse as estrelas.

Seu recém lançado terceiro álbum de estúdio, O Futuro Não Demora, é fruto disso. Dividido entre os lados Água e Fogo, que se conectam pelo mantra “Melô do Centro da Terra”, o disco produzido por Daniel Ganjaman (também responsável pelo anterior, Duas Cidades) oferece ao público um quebra-cabeças tão complexo quanto acessível composto por uma constelação de personagens. Manu Chao, Antonio Carlos e Jocafi, BNegão, Curumin, Edgar, Vandal, Lourimbau, Samba de Lata de Tijuaçu e a Orquestra Afrosinfônica se misturam no caldo quente do BaianaSystem, que mostra, mais uma vez, que não é uma mera banda, mas sim um dos episódios mais importantes da música brasileira contemporânea.

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Conversamos com o vocalista Russo Passapusso sobre como foi fazer esse disco e a entrevista se transformou em uma bússola para navegar no mar dançante de O Futuro Não Demora. “É um disco pra se decifrar, ele se constrói com você”, diz Russo. Do ijexá ancestral ao dub futurista, passando pelas veias abertas da América Latina, o novo álbum do Baiana é tsunami e é marolinha e, ao atravessá-lo, o ouvinte também se batiza. Para mergulhar de cabeça, basta acompanhar a fala do Russo abaixo.

Dez anos depois de a banda começar, como você enxerga o BaianaSystem hoje? O que mudou e o que não tem como mudar?
Eu não vi esses dez anos passarem (risos). Por incrível que pareça, é tudo muito novo. Acho que o espírito da história do Baiana tá intacto, é uma criança dentro disso. Então, não vejo muitas mudanças. Sempre foi esse processo de estar fincado nos nossos ideais do momento. Se, no primeiro disco, era a inventividade de Beto [Barreto, guitarrista e idealizador do grupo] com [Filipe] Cartaxo [responsável por todo projeto visual do projeto], e toda aquela coisa minimalista, era extremamente verdadeiro. E é a mesma fagulha que fez o Duas Cidades (2016), no nosso primeiro êxodo pra São Paulo: fazer a tradução dessa história toda. Agora, é a mesma centelha que faz as coisas acontecerem. No sentido de dar continuidade e de reaproveitamento de coisas, recriações, de plantio mesmo, de uma planta fazer outra, tirar uma mudinha… é o processo da semente. Isso faz a gente se sentir novo.

A questão do tempo vem mais em relação a quem está a nossa volta do que de método. Estamos no segundo ensaio pra ouvir as coisas novas e é muito parecido com a primeira vez que eu toquei com o Baiana. O mesmo frio na barriga, a mesma estrutura, as mesmas tentativas e erros. Só que a gente reaprende os processos de forma diferente. Agora estamos mais maduros pra determinados processos. Mas o tamanho da empreitada pra fazer O Futuro Não Demora foi compatível e muito parecido com o do Duas Cidades e também com o do primeiro disco. Então, eu vejo tudo muito igual e tô nos vendo voltar para ciclos. Se posso falar de algo que mudou, é basicamente porque o resto dos discos eram direcionais e, nesse, existe um ciclo. Ele bate e volta. A gente descobriu que tá andando em ciclos. Dentro disso, acho que tem alguma diferença.

O que vocês estavam buscando no O Futuro Não Demora?
Pessoalmente, Russo Passapusso falando, O Futuro Não Demora nasce quando fomos na Ilha de Itaparica fazer show do Baiana lá no FITA, um festival que tem lá, e eu falei: “Ah, a gente veio trazer a antropofagia pra cá”. E os caras de lá falaram: “Não, a antropofagia nasceu aqui”. Aí minha cabeça quebrou toda e comecei a entender por que nasceu lá. Junto disso, comecei a ter uma visão de fora de Salvador e um processo de composição diferente, a banda toda entrou nesse processo também junto a nossas pesquisas na ilha. O aprofundamento, o mergulho na cultura, como se fosse um batismo, pra poder, quando sair, sair mais forte, com uma visão nova, uma vida nova. Foi o que aconteceu no Lado Água, no “Melô do Centro da Terra” e no Lado Fogo, é esse caminhar. Por isso tô colocando essa situação como um batismo.

No Duas Cidades, a gente foi pra São Paulo. Nesse disco novo, trouxemos o [produtor Daniel] Ganjaman pra produzir lá na Ilha de Itaparica. O Duas Cidades era a dualidade das duas cidades, Cidade Alta e Cidade Baixa, Yin e Yang. Nesse, a gente já vê uma relação com o três, é a Água, que é a ilha, o “Melô do Centro da Terra” no meio da travessia, e, no Lado Fogo, não só Salvador, mas toda a placa de terra que temos aqui. Existe realmente uma mudança, de amadurecimento em relação a tudo. O disco vai, de uma forma cronológica, contando a história como se fosse um livro.

O Baiana começou a fazer esse êxodo inverso, mergulhar pra dentro pra poder sair. E a Ilha de Itaparica veio remontando tudo e dando uma bagagem e um aprendizado muito grandes pra gente. Pesquisamos o ano inteiro e, quando fomos pra lá, primeiramente, a gente não levava instrumento, era pra fazer música trocando ideia. Dentro desse mergulho, começamos a falar sobre determinado assunto que envolvia água e sobre a ciência, sobre o Homem ser [constituído basicamente de] água, e como a gente se mistura se te dão a mão, como essas influências reagem no mergulho do mar, várias inspirações. Na outra semana, a gente voltava pra falar sobre outra situação que acabava culminando nas ideologias da música “Bola de Cristal”, que já é o Homem virando Homo erectus ou Neanderthal. Na outra viagem, a gente falou de espiritualidade, e encontrou uma senhora que deu um recado, e a música “Salve” fala: “Quando a brisa do vento sopra a voz de Deus / O povo dançando um passo ijexá”. Todas essas músicas têm um sentido de batismo. Depois dessa ancestralidade, em “Sulamericano”, a gente vai pro territorialismo falando das veias abertas da América Latina e a música latina vem muito forte. Depois de toda uma situação de guerra, mudança de território, essa coisa do dinheiro, voltamos para um barquinho e entramos nessa situação da fuga do Homem de novo olhando pras estrelas, que seria o “Sonar”. Sonar é o aparelho que se bota debaixo do barco e que lê o fundo do mar, aonde Curumin encontra Edgar, que tá num orelhão no fundo do mar falando sobre [Nikola] Tesla e sobre toda energia ser de graça. E disso volta ao “Melô do Centro da Terra”, que Lourival canta e é um mantra, e era de um filme chamado Trampolim do Forte. Aí você fala: “Caralho, então tá tudo extremamente interligado?”

Depois desse mergulho/batismo com o centro da Terra, o disco começa de novo a ficar na terceira pessoa, vem de Angola e abençoa a diáspora, volta praquela coisa que as pessoas conhecem do Duas Cidades, o samba-reggae com sopro, com aquele peso, e a “Redoma” também fala sobre isso e vai pesando até chegar em Vandal, que tem propriedade pra falar de periferia, e depois é “O Futuro Não Demora”: “Já aconteceu com você / Aconteceu comigo”, coisa que eu cito em “Salve”. E eu cito de novo pra falar de atemporalidade e falar que a gente estava linkando na Água de novo.

[O disco] nasce, cresce, reproduz, aí chega nesse urbano e, depois, a gente consegue desmaterializar de novo pra água. É essa a intenção de maturidade que foi feita com tanta gente maravilhosa, as latadeiras do Samba de Lata de Tijuaçu, a relação com o samba-reggae de Mestre Jackson, com Adrian Sherwood lá de Londres fazendo dub, isso tudo era um sonho. E eles entraram de tal forma no Baiana que não foi participação, eles viveram dentro. Foi muita sorte, a gente é muito agraciado de estar nesse momento de música Bahia-Brasil com essa interação com esses artistas.

E como vocês se sentiram criando com ídolos, como Manu Chao e Antonio Carlos e Jocafi?
O Adrian Sherwood [que mixou “Navio”] também se encaixa nisso porque é um cara do soundsystem, que poucas pessoas conhecem, mas onde todo mundo que já tá mergulhando nas estéticas do dub e da música jamaicana tá indo, ele produz coisas do Lee “Scratch” Perry e todos esses cantores da nova velha guarda da Jamaica. A gente foi na casa dele, lá em Londres, pra conviver, pra só aí então falar de música. E aí a coisa saiu sem os conceitos de fusão ou de colagem, já veio digerido através da convivência. É a coisa do longo prazo, quando você fala que tá pesquisando para fazer o samba-reggae dub e ele vê que você tá estudando com Mestre Jackson, essa pessoa já te recebe com uma credibilidade forte porque sabe que não é um trabalho em que ele vai fazer uma participação, é um centro de pesquisa pra poder fazer esse samba-reggae dub. Pra gente foi tipo conseguir fechar mesmo o ciclo dessa coisa do local x global.

Quanto a Antonio Carlos e Jocafi pra mim, é muito íntimo. Porque tenho uma convivência absurda e um amor muito forte. Depois do [disco solo de Russo] Paraíso da Miragem, conheci eles, a gente estava fazendo as músicas para um próximo trabalho, todo show que a gente fazia no Rio eles iam, quando vinham pra Bahia a gente ia tocar qualquer música no estúdio, sem nenhuma cobrança, de repente eles mandaram mensagem pra mim: “Po, manda essas músicas do Baiana pra gente dar uma olhada também”. Aí mandei. A coisa já se apresentava naturalmente e foi dessa convivência que eu tenho muito forte com eles.

A ideia com Manu Chao já foi pro lado de Beto. Ele falou: “Cara, essa música ‘Sulamericano’ tem tudo a ver. Eu vou mandar e vou conseguir”. E eu desacreditei a todo momento. Tanto que, depois de um tempo, o Beto me mandou o áudio, na música guia, que eu nem gostava, nem acreditava naquela pré-gravação, já com o Manu Chao cantando de forma amadora no celular. Cara… Eu não acreditei que era o Manu Chao que estava cantando ali. Foi tipo, caralho! Pra mim, fazer relação de Feira de Santana com [o livro de Eduardo Galeano] As Veias Abertas da América Latina, e o Senhor Matanza, que é um personagem do Mano Negra [grupo de Manu Chao antes de sair em carreira solo], foi absurdo.

Nessa, tenho realmente uma relação de fã. Antonio Carlos e Jocafi já são íntimos do seio da família. E o Adrian Sherwood já é uma coisa do sonho que a gente tinha de relacionar o samba-reggae e o seu mestre regente com a ideia do engenheiro de som. Era uma coisa mais técnica que partia do que nos foi ensinado por Ramiro Musotto, a ideia do samba-reggae dub de verdade. Por 10 anos a gente tentou fazer isso e conseguiu. E Manu Chao, pra mim, foi um sonho. Pra Beto deve ter sido bem mais orgânico do que pra mim, que não acreditei. Quando ouvi, tomei um susto e caí pra trás.

Ao longo do disco, vocês citam muitos artistas. “Água de março” e “água de beber” (“Água”) referenciam Vinicius de Moraes, Tom Jobim, Baden Powell. São citados também a Zulu Nation de Afrika Bambaataa, a Nação Zumbi, a Orquestra Rumpilezz e o Ile Ayê (“Salve”). Havia a intenção de traçar no disco uma genealogia de referências ou foi algo involuntário?
Foi algo involuntário. Porque eu citei umas coisas, de repente Antonio Carlos já falou “Martin Luther King”, “Malcolm X”… É uma das ideias naturais de quando você vai mergulhar e pesquisar, é como se fosse a bibliografia (risos) você cita os elementos, você tá mergulhando num assunto, mas você fala: “Olha, “nada novo, tá? Olha, tem Ile Ayê, olha isso aqui”, você vai citando coisas. Por isso, tem muitas citações, mas foi tudo muito intuitivo. Em momento nenhum colocamos os nomes pra dizer: “Ah, temos que citar o Zulu Nation”. Eu nem sei porque eu falei Zulu Nation na hora. A coisa foi chegando até a gente, eram palavras que já estavam ali. Foi o efeito ímã.

Você se sente uma antena que capta coisas maiores do que vocês mesmos?
Eu sinto. A gente se coloca numa disposição de esperar as coisas emergirem, saímos do ramo da imediatice com esse disco. Aí vejo que o universo conspira dando confiança a quem tá respeitando o material, não é um processo egocêntrico imediato. Eu não acreditava nessas coisas e comecei a ter cada vez mais fé porque isso acontece mesmo. Você vai pra um lugar e pesquisa, pesquisa, pesquisa, mergulha, mergulha, convive, convive, faz o que você tenta ser de verdade, fala com as pessoas, mergulha no mar, sai do mar, vê a rede, olha aquilo, vai pro barco, volta, não fica com pressa, chega uma hora em que [a vida] começa a te falar coisas. Tanto que, no meio desse processo, nas vezes em que me dava aflição por causa da dor das mídias tendo que atirar pra coisa imediata, quando esse fuso horário em relação às mídias velozes batia e me trazia um mau estar, o caminho da gente era sempre o de reconstrução. Tipo: “Olha o que a gente fez em tal data”, “po, a gente foi pra tal lugar”… Quando olhava isso ficava calmo.

“Arco irís – água de coco – dendê (Redoma)” / “Grooves – graves – movies (Arapuca)” / “Drones – Drives – Sites sem fonte” (Arapuca) – há um padrão tríplice de elementos que se repetem em muitas composições. Comenta isso, por favor.
No Duas Cidades, já vinha trazendo essas coisas do três. Comecei a perceber e não entendia muito. Mas a gente via como a função da razão do triângulo, da justificativa, a gente tentava entender isso. Depois, quando começamos a mergulhar em ilha, o centro da Terra e essa placa de terra que seria o fogo, comecei a entender de outras formas isso. Como algo que também precisasse ter uma relação espiritual pra poder trazer um fundamento mais forte. O três, pra mim, linka sempre nisso. Essa ponta aí é como se fosse a ponte que leva a gente para um grau de compreensão extra coisas sociais, urbanas e físicas. É essa tentativa de levar para um terceiro olho, uma terceira percepção. É um lado ou o outro? Não, tem a outra [ponta].

Quando a gente fez as dualidades [no Duas Cidades], começamos a perceber que tinha esse outro ambiente, que é sublime de tudo. Aonde se unem todas essas histórias e que supera o físico da Cidade Alta / Cidade Baixa. Que supera a dualidade de todas as coisas que são feitas, que é esse novo momento misturado. É a pessoa que está na terceira [ponta], ou seja, está nas duas. Começamos a perceber isso de forma mais meditativa e filosófica. Mas a coisa do número sempre foi muito forte no Baiana, até pela didática da gente, de querer se comunicar.

As letras também falam de “justiça cega”, “o helicóptero que capotou”, “a régua de Cunha”, “um golpe de estado”… Considerando a efervescência política do Brasil nos últimos anos, foi um desafio de trazer pro álbum a visão política da banda?
Não, não. É a coisa do batismo de novo. Você mergulha, vai no fundo e, quando sai do centro da Terra, vem pro navio e no final do disco a coisa começa a ficar com a velocidade das mídias de hoje. Quando você pega ali “Saci”, aquela coisa grandiosa, aquela mitologia que une tudo, tanto o negro fugido quanto o Exu, o que você quiser colocar, mas como um guerreiro, uma coisa decidida. O Saci Pererê é forte. “Se o papo é machista, dedo médio”, brincar com isso já pra educar através, “se o papo é racista, dedo médio”.

E é legal você falar isso porque temos ali o helicóptero, mas temos o barquinho da ilha que puxa “Redoma”, depois o carro, que é como se fosse um táxi onde a pessoa tá, ou um Uber, sei lá, e você fala “siga aquele carro, aquela placa”. “Placa placa, anota a placa, pupila dilata no navio pirata”. O helicóptero é realmente uma citação ao helicóptero [da empresa do então deputado Gustavo Perrella] que foi pego na história [em 2013, com 450 kg de cocaína], por isso que eu brinco que ele capotou. Essa música, “Arapuca”, tem uma grande quantidade de informação em dois minutos e quarenta. E a pessoa fica ali presa naquilo, o que é parecido com o que está acontecendo hoje. Por mais que existam pra coisas você ver, e pra somar, e pra te mudar, a quantidade de informação faz você ficar inerte. E “Arapuca” é justamente isso. É essa coisa midiática, do mass media, a explosão de informação que vai bater na mensagem de celular que a mãe de Vandal mandou pra ele naquele começo da música “CertoPeloCertoh”.

O disco acompanha das políticas mais internas de transformações às coisas mais externas das mídias e todas essas situações dos fakes. Essa música fala muito dessa arapuca que nos deixa inertes dentro das informações, que eram pra fazer a gente sair pra rua com mais vontade, e a gente fica inerte, cansado, são meios de comunicação frios e a gente não consegue mais absorver, tomar decisões, decifrar situações. Tem esses dois movimentos no disco.

E quais são os projetos da banda pra 2019?
Cara, a gente não freou, o Baiana é uma equipe pequena, então a gente tá dando um passo de cada vez. Com certeza, a gente vai tocando músicas novas e tocando músicas velhas com letras novas, misturando como sempre foi, Neanderthal eu já cantava em “Duas Cidades”, tem até no Cultura Livre, eu vou cantar “Lucro” em “Bola de Cristal” e “Bola de Cristal” em “Lucro” e “Dia da Caça”, misturando tudo, porque é a estética do soundsystem, que a gente gosta, e que traz muita confiança pra gente. Essa ressignificação, a vontade de fazer um quebra-cabeça vai continuar acontecendo com o Baiana. O Baiana não tem esse show do disco agora, não pensa nisso, até porque a gente vai entrar no processo de Carnaval, mas a galera vai ver coisas novas no show. Vinil [de O Futuro Não Demora] com certeza absoluta, a gente já tá correndo pra fazer. E a ideia da valorização da Orquestra Afrosinfônica, que é uma convivência muito forte com o Maestro Ubiratan, que tá tocando agora com a gente, tá tudo muito forte. Mas a gente tá caminhando agora com esses ensaios pra entender o que a gente vai fazer.

Quer deixar mais algum recado?
É isso aí mesmo. É um disco pra se decifrar, ele se constrói com você. Eu ainda tô fazendo isso, imagina, gravei e ainda tô fazendo isso. Porque tem muita coisa ali de outras pessoas, então ainda tô decifrando esse quebra-cabeça. Eu gostei muito de ver a capa, tem três dias que eu vejo a capa, e tô muito feliz com isso. Porque ela passa muito esse recorte de música brasileira. Fico muito feliz porque, no meio do processo, eu ficava me perguntando: “Será que a gente não tá viajando?”. Eu ficava nessa onda. Porque é um ambiente todo diferente, não tem reggae toda hora nesse disco. O Duas Cidades já começa com um dub, nesse começa com um ijexá, é a valorização do ijexá como música popular da gente, a riqueza. Falar de diversidade, não rotular dentro de aspectos rítmicos, essa é a grande onda.

Confira abaixo a agenda de shows da banda:

15/02 – Setor Bancário Sul – Brasília
23/02 – Baile Arapuca – Área Verde do Othon – Salvador
28/02 – Navio Pirata – Furdunço – Salvador
02/03 – Parador – Recife
03/03 – Polo Lagoa do Araçá – Recife
04/03 – Jockey Club Brasileiro – Rio de Janeiro
09/03 – Navio Pirata – Avenida Tiradentes – São Paulo

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15/02/2019

Editor
Ariel Fagundes

Ariel Fagundes