Exclusivo | Rimon e Nomad Magush são mar e areia no clipe de “Vendaval ou Arecales”

20/11/2017

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Ariel Fagundes

Por: Ariel Fagundes

Fotos: Reprodução

20/11/2017

Ao andar pelas ruas de Curitiba, Amsterdã ou Minsk, você pode dar de cara com o trabalho de Rimon Guimarães. Artista visual, grafiteiro, pintor, o curitibano é também cantor e compositor e, no ano passado, lançou em parceria com o duo Nomad Magush seu EP de estreia chamado Caburé.

Hoje, no Dia da Consciência Negra, temos a alegria de lançar com exclusividade o seu segundo clipe, assista abaixo ao vídeo de “Vendaval ou Arecales”.

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Rimøn e Nømade Magush – Vendaval ou Arecales. from Mémoire Films on Vimeo.

O clipe ilustra a primeira faixa do EP Caburé, que une em uma grande salada diversos componentes da música negra universal. Há o beat e a cadência do rap, a melancolia esperançosa dos cantos de trabalho dos negros que foram escravizados, a malemolência do funk, tudo isso salgado pelo gosto de mar do Nordeste brasileiro. “Essa é uma música que trata de vários assuntos”, comenta Rimon Guimarães. “Tem uma pegada tropical e refrescante-litorânea, uma ideia de liberdade, uma pitada política-social. A água de coco é o elemento principal, de uma forma poética ele é exaltado, esse líquido que, depois do leite materno, é o mais nutritivo para os humanos”.

Dirigido por Wev Silva, o vídeo feito na paradisíaca Praia de Lagoinha, no Ceará, foi todo captado com um celular em um processo muito mais liberto do que costumam ser as gravações de um clipe. “Optei por filmar todo o clipe com um celular para termos mais liberdade no set”, explica o diretor. “Foi uma grande imersão dentro do elemento natureza e colocar isso na imagem é algo que fala muito sobre o meu trabalho”, aponta Wev Silva.

Rimon e sua obra em Amsterdã (Foto: Reprodução)

Para Rimon, a arte sonora e a visual não se distinguem de forma clara. “Eu vejo tudo como uma coisa só, quando escuto um som visualizo muita coisa e vice-versa, quando vejo uma arte escuto a cadência e as ideias melódicas”, diz. “Gosto de improvisar pintando como se fosse jazz e acho que a mistura disso se formaliza muito bem no videoclipe, que é esse lugar onde você vê e escuta junto”.

Reconhecido internacionalmente por seu trabalho visual, Rimon tem trazido cada vez mais à tona sua face musical, que chegou junto com o grafite na adolescência. “Nas artes visuais, comecei a sobreviver financeiramente, mas a música sempre esteve ali, sempre escrevi em paralelo”, conta. O seu plano, daqui pra frente, é formar uma banda para se apresentar ao vivo com mais frequência, “e, com certeza, não parar de gravar mais musicas que já estão em processo”. Há também o plano de lançar vídeos para as outras duas faixas do EP Caburé, que você pode ouvir abaixo:

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20/11/2017

Jornalismo, música, astrologia, fotografia, vinil, tarot, direitos humanos, mitologias, fogueiras e a arte do bem-viver me interessam.
Ariel Fagundes

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