Exclusivo | NU entorpece NY no novo clipe de “Toxic”

21/02/2017

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Ariel Fagundes

Por: Ariel Fagundes

Fotos: Reprodução

21/02/2017

Alterar estados de consciência através da música não é novidade para a dupla NU, formada por Ligiana Costa e Edson Secco. Seu disco de estreia lançado em 2015 apresenta uma sonoridade narcótica e envolvente, e isso se evidencia na versão que eles fizeram para a já clássica “Toxic”, de Britney Spears.

A NOIZE lança com exclusividade o clipe dessa faixa, que foi produzido e filmado em Nova York no primeiro semestre de 2016 pelo próprio Edson e conta com roteiro da Ligiana.

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Assista:

Ligiana Costa explica que o vídeo se trata de um “clipe-documental”, pois a ideia básica da banda foi circular pelo Brooklyn parando pessoas na rua lhes pedindo que ouvissem algo, sem dizer o que era.

– Eu havia feito, bem antes do NU existir, um clipe para minha versão em parceria com Tom Zé de “Eu quero é botar meu bloco na rua” no qual pedimos pras pessoas dublarem trechos da música. A sensação de ter diante de si o inusitado, de poder se surpreender com o que o destino te oferece, é maravilhosa. O Edson, que vem do cinema, também tem esta disposição para o improviso, para o documental. Fomos a NY para dois shows e eu sugeri que gravássemos pessoas ouvindo nossa versão de “Toxic” por ser um clássico do pop. Ficamos curiosos de ver se eles reconheceriam, como reagiriam e tal – conta Ligiana.

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Levando em conta que Edson Secco estava filmando, era Ligiana quem abordava os pedestres e ela lembra que as primeiras sete ou oito pessoas simplesmente não quiseram ouvir nem filmar nada: “Fiquei super frustrada, querendo deixar a ideia pra lá mas Edson insistiu, ainda bem”. Eis que os nova-iorquinos começaram a se abrir e aí tudo começou a acontecer. “Alguns ouviram com o coração pleno, como se aquela fosse uma experiência afetiva. Uns reconheceram a música, outros perguntavam se era nossa. Alguns dançaram e um deles, o senhor que aparece de gravata borboleta, ficou visivelmente emocionado”, diz Ligiana.

Circulando pelos ouvidos de Nova York, a versão do NU passou a ser a plataforma de um jogo onde os artistas dão e recebem impressões perante uma plateia espontânea e completamente heterogênea. “Tá aí uma bela forma de conhecer um pouco de um povo durante uma viagem ou de romper em sua própria cidade a barreira embrutecida da vida moderna cheia de medos: propondo jogos, experiências, trocas sensíveis”, provoca Ligiana.

Vale lembrar que o projeto NU – Naked Universe está concorrendo a três categorias no Prêmio Profissionais da Música, que está com as votações abertas ao público aqui.

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21/02/2017

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Ariel Fagundes

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