Exclusivo | Os bastidores do novo disco da Dingo Bells

07/07/2017

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Ariel Fagundes

Por: Ariel Fagundes

Fotos: Rafael Rocha

07/07/2017

O tempo passa diferente no estúdio Pedra Redonda, na Zona Sul de Porto Alegre. O som dos pássaros e o cheiro da grama compõem uma atmosfera à parte capaz de proteger os sentidos da criação do caos de fuligem e buzinas da avenida que passa alguns metros à frente da casa de Wagner Lagemann.

É aqui que a Dingo Bells está trabalhando desde o início do ano na produção do seu segundo álbum, previsto para sair no primeiro semestre de 2018. O disco está sendo feito com apoio do edital Natura Musical 2016 e, em novembro, sairá um single inédito antecipando uma faixa do álbum.

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Com uma bateria montada no meio da sala em meio a um mar de cabos e amplificadores, o grupo trabalha nesse mesmo espaço desde o início do processo de pré-produção das novas composições e seguirá até fechar as gravações. Nesse momento, os instrumentos já estão sendo gravados, em uma dinâmica conduzida pela busca de novos caminhos e pela fluidez natural dos processos cotidianos.

Veja abaixo como é o ninho de som onde a Dingo Bells está gestando seu novo disco:

O sucessor de Maravilhas da Vida Moderna (2015), assim como o disco de estreia, conta com a produção de Marcelo Fruet, que compara os dois momentos do seu trabalho com o grupo: “Tem algumas diferenças que mexem com diversas questões, desde a expectativa, da responsabilidade da banda que já fez um disco bacana, até à própria maneira como está sendo feito o álbum. Na outra vez, o [guitarrista] Fabricio Gambogi não estava presente no processo como um todo e agora ele está inclusive na parte de fazer as canções. Só o fato de ele estar ali já mudou um monte como administramos as coisas. Estamos redescobrindo como fazer – diz Fruet.

“Como temos uma característica de escrita em grupo, e dessa vez havia um quarto elemento que era o Fabricio, as letras, por exemplo, acabaram sendo desdobramentos de muita discussão”, comenta o baixista Felipe Kautz. “Muitas vezes a gente fica rondando perguntas”, diz o músico ao tentar definir a temática do álbum.

Na visão do (não tão) novo integrante da Dingo Bells, esse segundo disco está permitindo que o grupo se detenha com calma e minúcia em cada elemento das composições. “Parece que a gente aprofundou as coisas, deu pra explorar mais alguns assuntos que reapareceram”, comenta Fabricio. O norte, segundo ele, é “não fazer as coisas de um jeito massificado como uma linha de montagem”. Fruet concorda: “De alguma forma, nem que seja só um pouquinho, a gente sempre tenta dar uma entortadinha”.

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07/07/2017

Jornalismo, música, astrologia, fotografia, vinil, tarot, direitos humanos, mitologias, fogueiras e a arte do bem-viver me interessam.
Ariel Fagundes

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