Exclusivo | Tupi & The Nickins encontra o feminino selvagem no clipe de “Baião Transcendental”

15/12/2017

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Ariel Fagundes

Por: Ariel Fagundes

Fotos: Reprodução

15/12/2017

Foi em meio à paisagem surreal do cerrado que Jorge Tupiniquin, com seu projeto Tupi & The Nickins, encontrou o local perfeito para gravar o seu novo clipe. Lançado com exclusividade pela NOIZE, o vídeo de “Baião Transcendental”, dirigido pela artista Katherina Tsirakis, é um convite ao encontro com o lado mais selvagem da força feminina (assista abaixo).

“Baião Transcendental” é uma faixa do álbum Tele Visão (2015), o sucessor do disco de estreia Estrada pro Sol (2012). “A música nasceu no piano, compus primeiro o riff e, depois, fiz a letra e melodia de voz”, conta Jorge, que lembra que estava ouvindo muito Luiz Gonzaga e Ravi Shankar na época, além de se sentir influenciado pelos textos do filósofo francês Jean-Jacques Rousseau. “Em estúdio, substitui o piano por guitarra e sintetizadores acompanhado de Dustan Gallas [do Cidadão Instigado] e Samuel Fraga na bateria, adicionei a cítara de Regis Damasceno [também do Cidadão Instigado] e o baião transcendental pegou forma”, diz.

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O clipe da música nasceu de uma “imersão transcendental” que Jorge fez ao lado da artista Katherina Tsirakis para a Chapada dos Veadeiros, conforme eles contam. “Ficamos tão empolgados com a beleza do lugar e, algumas coincidências depois, um foi botando pilha no outro e realizamos essa produção no tempo recorde de um dia”, lembra Jorge. Já Katherina explica que se inspirou no conto “La Loba”, do famoso livro Mulheres Que Correm Os Lobos, de Clarissa Pinkolas Estés, para fazer o clipe.

– A obra me inspirou no sentido de que tentamos incorporar um encontro entre o cantor Jorge Tupiniquin e La Loba, ou La Uessera. Ela é uma figura que recolhe ossos para remontar seus esqueletos e, ao cantar, ela os preenche de vida. Assim, ela traz de volta à vida aquilo que estava morto e usa esse poder para preservar do esquecimento o que ela escolhe, recolhe e cria, valorizando assim o poder do feminino de escolha, cultivo e criação. As intérpretes femininas são a manifestação da magia dessa criatura. Elas reinterpretam essa magia, é como se o Jorge tivesse um lindo encontro com o renascimento que essa figura proporciona. A magia da Uessera pode ser observada na medida em que, dos ossos e da terra, renasce e se multiplica a vida: mulheres selvagens que renascem daquilo que estava morto – explica a diretora.

Assista abaixo esse encontro mágico do Tupi & The Nickins com o lado mais selvagem da força feminina:

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15/12/2017

Editor
Ariel Fagundes

Ariel Fagundes