Faixas de Miles Davis e Deep Purple foram codificadas em DNA

02/10/2017

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Ariel Fagundes

Por: Ariel Fagundes

Fotos: Reprodução

02/10/2017

Pela primeira vez na história, arquivos de áudio foram codificados em uma cadeia de DNA. As gravações escolhidas para isso foram as versões ao vivo de “Tutu”, do Miles Davis, e “Smoke On The Water”, do Deep Purple, ambas registradas no Montreux Jazz Festival.

A iniciativa é obra da Twist Bioscience, uma empresa especializada em sínteses de DNA, em parceria com a Microsoft e a University of Washington. A ideia é preservar parte do arquivo do projeto Memory of The World, da UNESCO, em cadeias de DNA, que armazenam informação a partir das sequências moleculares formadas por adenina (A), citosina (C), guanina (G) e timina (T).

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– Arquivamos em DNA duas peças musicais mágicas chegando a 140MB de informação arquivada em DNA. A quantidade de DNA usada para armazenar essas músicas é muito menor do que um grão de areia. Guardar os seis petabytes [cada petabyte equivale a mil terabytes] da coleção inteira do Montreux Jazz Festival resultaria em um DNA menor do que um grão de arroz – explicou a pesquisadora Karin Strauss, da Microsoft.

De acordo com Luis Ceze, pesquisador da University of Washington, o DNA é ideal para guardar arquivos digitais por causa de sua “durabilidade, densidade e relevância eterna”. “Arquivar itens do Montreux Jazz Festival é uma forma perfeita de mostrar quão rápido está se tornando real o arquivamento de informação digital em DNA”, afirma. A Twist Bioscience aposta que o DNA será a nova mídia de armazenamento de informação em um futuro bem próximo: “Não haverá nenhuma nova tecnologia para substituir o DNA, a natureza já otimizou o formato”, declarou Bill Peck, executivo da empresa.

Ouça abaixo a versão de “Tutu” usada no projeto:

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02/10/2017

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Ariel Fagundes

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