O dark pop provocativo de “Vênus”, o novo do Tupimasala

28/04/2017

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Ariel Fagundes

Por: Ariel Fagundes

Fotos: Chiristian Von Ameln/Divulgação

28/04/2017

Sobre os bons auspícios da deusa, o Tupimasala lança hoje seu segundo disco de estúdio: Vênus.

A banda paranaense investiu em uma sonoridade sintética, dançante e provocativa em seu novo trabalho, que traz a produção de Pipo Pegoraro (do Aláfia) e a mixagem do Zé Nigro, parceiro de músicos como Curumin e Anelis Assumpção. Quem também está presente é uma das vocalistas d’As Bahias e a Cozinha Mineira, Assucena Assucena, na faixa “Trindade”.

Cada uma das onze músicas inéditas foi nomeada com um nome de mulher e o universo feminino é o ponto central de todo álbum, que foi pensado como uma opereta dividida em três atos: Eclipse, Trânsito de Vênus e Estrela D’alva. E cada faixa aborda uma faceta da condição da mulher ao mesmo tempo em que constrói um personagem. Por exemplo, “Gabriela” fala explicitamente sobre masturbação feminina. “Comecei a me masturbar só aos 17 anos. Antes disso, por conta da criação católica, a noção de que era algo sujo e errado sempre me acompanhava e impedia que eu explorasse minha sexualidade de maneira livre e saudável”, conta vocalista Samantha Machado em comunicado à imprensa.

Já “Branca”, o primeiro single que ganhou um clipe, é sobre uma mulher em estado de depressão; “Trindade”, sobre os obstáculos que surgem àquelas que vivem fora dos padrões sociais normativos de relações; e “Joana Paraná”, sobre o uso recreativo da maconha. “Daqui a alguns anos vamos olhar pra trás e pensar sobre a falácia que era evitar que uma planta crescesse. É como pensar que tomates também não são bem-vindos”, brinca o guitarrista da banda, Adam Esteves, que completa a formação da banda com a baterista Sabrina Homrich e o baixista Hector de Paula.

Ouça Vênus abaixo:

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28/04/2017

Entre o bemol e o sustenido.
Ariel Fagundes

Ariel Fagundes