Show histórico do Wilco, programação eclética e boa organização marcam o Popload Festival

09/10/2016

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Por: Tais Toti

Fotos: Camila Mazzini

09/10/2016

Com shows bem diferentes uns dos outros, o Popload Festival foi um evento eclético. Se uma atração às vezes parecia não ter conexão com a outra, ao menos o público saiu satisfeito: viu um belo show do rock mais indie meio country do Wilco, ficou nostálgico com o garage rock anos 2000 do Libertines e pirou nas experimentações eletrônicas e roqueiras do Ratatat. Isso tudo aproveitando de uma ótima organização. Nunca antes na história desse país foi possível ir ao banheiro e comprar bebidas e comidas em um festival sem se estressar como no sábado (8).
 
O som dançante do Bixiga 70 foi ideal para abrir o evento, às 16h, quando o público curtia o sol e o calor inesperados dessa primavera fria. O Urban Stage, na zona norte de São Paulo, ainda estava vazio, mas a plateia se animou com as batidas de Ocupai (2014) e Bixiga 70 (2013). Ava Rocha abriu roqueira com “Auto das Bacantes”, seguida de “Hermética”. Toda de preto e com uma taça de vinho na mão, a cantora mais uma vez apresentou sua impecável performance, com suas facas na boca.
 
As estrelas acompanhavam a bela lua no céu quando o Ratatat subiu ao palco. Em sua primeira apresentação no Brasil, a dupla norte-americana deixou o público atordoado com suas altas guitarras que lembram trilha sonora de vídeo-game e um telão frenético com imagens caleidoscópicas. No repertório, hits como “Wildcat” e “Loud Pipes”.
 
O Wilco, que não tocava no Brasil há 11 anos, foi responsável pelo ponto alto do festival. O público, emocionado, cantava tudo – do solo de “Impossible Germany” a “I Am Trying to Break Your Heart”, quando às vezes Jeff Tweedy nem precisava fazer seu trabalho de vocalista. O baterista Glenn Kotche se destacou na simpatia e no talento, se levantando para os fãs e mostrando vigor em “Via Chicago”. A banda veio divulgar o disco recém-lançado, Schmilco, mas o show chegou no auge com a sequência matadora dos hits mais antigos “Heavy Metal Drummer”, “I’m the Man Who Loves You” e “Jesus, Etc”.

Finalizando o festival com uma postura mais punk, o Libertines subiu ao palco dedicado a fazer o público se divertir. Com bandanas da bandeira do Brasil, Carl Bârat e um saudável Pete Doherty dividiam o microfone, provando que a banda em sua formação completa é realmente melhor – em 2004, eles tocaram por aqui sem Doherty. As músicas de “Anthems For Doomed Youth”, disco lançado em 2015, não empolgam muito, mas para sorte dos fãs eles rechearam o repertório com canções antigas que os consagraram, como “Can’t Stand me Now” e “Up the Bracket”. O público saiu feliz, e ainda ganhou água e bilhete de metrô para uma boa volta para casa.

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09/10/2016

Tais Toti