Como Drake revelou a função inovadora do Apple Music

09/06/2015

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Paula Moizes

Por: Paula Moizes

Fotos: Reprodução

09/06/2015

A conferência Apple Worldwide Developers Conference é aguardada todos os anos por trazer as principais novidades tecnológicas da empresa. Neste ano, a abertura do evento na segunda-feira (08/06) contou com a ajuda do rapper Drake para apresentar a mais nova criação voltada para a música: o Apple Music, streaming que chegou para competir com os grandes Spotify, Deezer e Rdio.

Jimmy Iovine foi o convidado que anunciou o Apple Music no palco do WWDC. Ao lado do rapper Dr. Dre, ele é o co-criador da empresa Beats, comprada pela Apple por US$ 3 bilhões no ano passado. Iovine falou sobre a interface do novo streaming e suas inovações, como a rádio mundial Beats One, que vai trazer, além de música, entrevistas com novos artistas e notícias sobre o mercado. O apresentador principal da rádio será ninguém menos que Zane Lowe, famoso radialista musical.

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Uma das funções mais importantes do Apple Music foi apresentada por Drake: o Connect pretende aproximar ainda mais os fãs dos artistas. A ideia é usar a interação informal que já rola nas diferentes redes sociais e juntar tudo isso em um único streaming de música. Pelo Connect, os fãs vão poder acompanhar publicações dos artistas com fotos e vídeos, além das atualizações no Facebook e Twitter. “Como estou trabalhando no meu próximo álbum, […] eu mal posso esperar para incorporar o Apple Music ao que estou fazendo no momento”, disse Drake durante a apresentação do streaming. O último álbum do rapper é If You’re Reading This It’s Too Late, que estreou em fevereiro deste ano.

Interação entre fãs e artistas é o futuro dos streamings. Assim que o Tidal foi (re)lançado, nós conversamos com os diretores do Deezer, Napster e Rdio para entender esse novo modelo de consumo de música, veja a matéria aqui.

O Apple Music estará disponível para cerca de 100 países (ainda a serem divulgados) a partir de 30 de junho. O streaming roda em iPhones, iPads, Macs, computadores, Apple TVs e celulares Android. Até o momento, não existe um plano gratuito e a mensalidade custará US$ 10 (os três primeiros meses de assinatura serão gratuitos), sendo que o pacote família, para até seis pessoas, será de US$ 15 por mês. Além disso, o Apple Music também será integrado com o sistema Siri, sendo possível pedir através da fala a “música mais tocada da semana”, por exemplo. As faixas não são as mesmas disponíveis no iTunes, mas será possível ouvir pelo aplicativo as músicas compradas na loja online da Apple.

Diferente do “padrão” dos demais serviços, no Apple Music o usuário irá ouvir música a 256 kbps, qualidade um pouco inferior aos 320 kbps do Spotify, Deezer, Rdio e outros streamings. A curadoria será feita por editores de publicações especializadas em música, como a Pitchfork, Rolling Stone e The Fader. Abel Tesfaye, mais conhecido pelo seu nome artístico The Weeknd, encerrou a apresentação do Apple Music com a performance de “Can’t Feel My Face”, uma das três inéditas divulgadas recentemente. Kiss Land (2013) foi o último disco lançado pelo The Weeknd. Clique aqui para assistir à apresentação completa do Apple Music, que ainda contou com um vídeo de Trent Reznor (Nine Inch Nails), uma das mentes criativas da Apple.

Em 2015, foi a primeira vez que duas mulheres participaram dos anúncios oficias do WWDC: Jennifer Bailey falou sobre as atualizações do Apple Pay e Susan Prescott revelou o novo aplicativo de notícias da Apple. Na abertura do evento, também foram apresentados os novos sistemas operacionais dos computadores MAC e dispositivos móveis, assim como outras atualizações de aplicativos.

A WWDC deste ano aconteceu de 8 a 12 de junho, em São Francisco, na Califórnia (EUA). A 6ª edição do evento foi a mais global de todas, contando com a participação no público de programadores de 70 países, entre eles 350 estudantes. Para 80% dos convidados, era a primeira vez em uma WWDC.

Steve Jobs era aficionado por música e, desde que o iPod foi lançado em 2001, a Apple têm sido pioneira em diversos aspectos da música. Logo após a chegado do iPod, Jobs lançou em 2003 para combater a pirataria a iTunes Store, que vende faixas separadamente e não apenas discos inteiros. Somente neste ano, eles chegam com o Apple Music para, quem sabe, se tornarem referência no mundo do streaming. Mas a pergunta não é como o serviço da maçã vai superar Spotifys da vida, e, sim, de que forma ele irá coexistir com os demais os streamings que já estão aí no mercado.

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09/06/2015

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Paula Moizes

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