Talvez a aura vintage, um ponto positivo de It´s Not me, it’s you, colabore para a impressão de “já ouvi isso antes” que ele causa desde a primeira faixa, “Everyone’s at it” – cuja letra é a mais legal do álbum. Greg Kurstin fez um bom trabalho de produção, mas sem o vigor do time de Mark Ronson em Allright, Still. Enquanto o eletrônico polido não ousa em momento algum, a insegurança de Lily mantém sua voz doce idêntica em todas as faixas. Repete bem a fórmula de cantar letras sórdidas em melodias felizes – destaque para a country “Not Fair” e a natalina “Fuck you” – mas não vai além disso. Com algum single de peso na altura de Smile e LDN o problema estaria resolvido, na ausência, eis um álbum bom, pero no mucho.
Maria Joana Avellar