Quando Keith Richards conheceu Mick Jagger

04/02/2013

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Revista NOIZE

Por: Revista NOIZE

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04/02/2013

Algumas histórias precisam ser contadas. O encontro de Keith Richards com Mick Jagger certamente é uma dessas. Richards parecia saber disso.

*

Aos 18 anos, ele encontrou alguém tão fã de Chuck Berry quanto ele e fez amizade, festa e banda, “o nome dele é Mick Jagger. Esse detalhes e um pouco sobre a vida deles na Inglaterra dos anos 60, foram escritos por Richards à sua tia Pat e, graças aos milagres da internet, você pode ler ela todinha, aqui embaixo.

Tradução livre da carta, pra ler a original é só chegar aqui.

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6 Spielman Rd Dartford Kent

Querida Pat,

Me desculpe não ter escrito antes (eu lhe peço insanamente) com o espírito do Bluebottle**. Faço a entrada  sob muitos aplausos.

Eu espero que você esteja muito bem. Nós sobrevivemos a outro glorioso inverno inglês. Eu me pergunto, em que dia cai o verão esse ano?

Oh, mas minha querida, eu ando muito ocupado desde o natal, alem do trabalho na escola. Você sabe que eu estava interessada em Chuck Berry e eu pensei que eu era o único fã em quilômetros, mas uma manhã na Est. Dartford (para que eu não tenha que escrever uma palavra longa como estação), eu estava segurando um dos discos de Chuck quando um cara que eu conheci na escola primária, ali pelos 7-11 anos, sabe? veio até mim. Ele tem todas as gravações que Chuck Berry já fez e todos os seus parceiros têm também: eles são todos fãs de ritmo e fãs de rhythm e blues, o verdadeiro R & B, ou seja, (não aquele porcaria de Dinah Shore, Brook Benton) Jimmy Reed, Muddy Waters, Chuck, Howlin ‘Wolf, John Lee Hooker e todos os blueseiros de Chicago coisas realmente lowdown, maravilhoso. Outro que é ótimo é o Bo Diddley.

De qualquer forma o cara na estação, o nome dele é Mick Jagger e todas as garotas e os caras se encontram todos os Sábados de manhã no ‘Carrossel’, um juke-joint***. Bem, numa manhã de Janeiro, eu estava passando e decidi procurar por ele. Todo mundo chegou junto a mim e eu fui convidado para umas 10 festas. Além de que Mick é o maior cantor de R & B deste lado do Atlântico, e eu não quero dizer talvez. Eu toco guitarra, no estilo do Chuck, temos um baixista, baterista e guitarra e praticamos duas ou três noites por semana. SWINGIN ‘.

É claro que eles estão nadando em dinheiro em grandes casas, é louco, um até tem um mordomo. Dei uma volta lá com Mick (claro que no carro dele, não no meu, é claro) CARA OS INGLÊS SÃO IMPOSSÍVEIS.

“Posso arranjar-lhe alguma coisa, senhor?”

“Vodka e limão, por favor”

“Certamente, senhor”

Eu realmente me senti como um senhor, quase pedi minha coroa quando eu saí.

Tudo aqui é bom.

Eu apenas não posso deixar Chuck Berry de lado. Faz pouco eu comprei um LP seu, direto de Chicago, da Chess Records, e me custou menos que um disco inglês.

É claro que ainda temos o velho Lags aqui sabe Cliff Richard, Adam Faith e 2 novos shockers Shane Fenton e Jora Leyton, ESSA PORCARIA VOCÊ NUNCA OUVIU. Exceto aquele greaseball Sinatra ha ha ha ha ha ha ha.

Eu não fico mais entediado. Nesse sábado eu vou para uma festa, a noite inteira.

“I looked at my watch

It was four-o-five

Man I didn’t know

If I was dead or alive”

Chuck Berry, em Reeling and a Rocking

12 galões de cidra, 3 garrafas de Whiskey. Sua mãe e seu pai vão ficar fora no final de semana, eu vou agitar até cair (eu estou feliz em dizer isso).

O sábado, depois que Mick e eu estávamos mostrando nossas [músicas] favoritos Rhythm & Blues em Ealing, Middlesex.

Eles tem um cara que toca gaita elétrica Cyril Davies fabuloso sempre meia bêbado com barba por fazer, toca como um louco, maravilhoso.

Bem, não consigo pensar em mais nada para te aborrecer, por isso vou dizer boa noite aos telespectadores.

Big Grin

Luff

Keith xxxxx

Quem mais poderia escrever umas porcarias como essa?

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* Essa carta veio lá do site lettersofnote.com que tem várias cartas enviadas por e para pessoas famosas.

** Bluebottle é um personagem cômico do Goon Show, um programa de rádio inglês dos anos 50.

*** Juke-joint são pequenos bares geralmente dos afro-americanos, conhecidos por suas músicas e danças, e que muitos apontam como responsáveis pelo Blues. São bem comuns no Sudoeste dos Estados Unidos.

 

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04/02/2013

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