Quatro lançamentos de mulheres incríveis que você precisa ouvir

13/09/2019

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Brenda Vidal

Por: Brenda Vidal

Fotos: Marcos Costa/Divulgação

13/09/2019

Sexta-feira, 13, lua cheia em seu apogeu – ponto mais distante do nosso planeta. Aqui na Terra, mais precisamente no Brasil, algumas outras estrelas se inspiraram no satélite que ilumina as noites e decidiram brilhar de outra forma: lançando álbuns inéditos – e quentíssimos- que não podem ficar fora do seu radar.

Tem pra tudo que é gosto, tudo que é perspectiva, tudo que é mensagem. Tem disco batizado por bebês, álbum que ressignificam momentos históricos da TV brasileira, estreia que funda igrejas lesbiterianas e também coraçãozinho de frango elétrico. Tá confuso? Calma, a gente guia você por esses lançamentos:

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Ana Frango ElétricoLittle Electric Chicken Heart

Aninha Frango Elétrico é um dos nomes mais empolgantes da cena do Rio de Janeiro. Com seu mood descontraído e composições inesperadas ao lado da inseparável guitarra, ela fez seu nome com o disco Mormaço Queima (2018), com o qual chegou abrir shows para Ava Rocha. Ontem, dia 12, ela lançou seu mais novo trabalho Little Electric Chicken Heart – ou LECH, pelo selo Risco. Com oito faixas e uma vinheta, ela assina a produção musical ao lado de Martin Scian e cria o enredo de uma sátira romântica. Mais madura, mas igualmente inventiva, ela parece ainda inspirada pelo calor do Rio, fazendo um registro solar e colorindo cenários improváveis.

Bia FerreiraIgreja Lesbiteriana, Um Chamado

Bia Ferreira dosa doçura pra lidar com o amor e combatividade para abalar as estruturas que não devem mais ser suportadas. Depois do sucesso viral com o vídeo de “Cota Não É Esmola”, ela lança seu primeiro disco, o contundente Igreja Lesbiteriana, Um Chamado. Com produção da própria Bia, ao lado de BNegão e Vinicius Lezo, a mineira apresenta suas lutas, suas crenças e suas verdades em composições que escancaram hipocrisias, sem tempo para tapar o sol com a peneira. Um registro que reenergiza, que cura, mas que também cutuca. Um chamado de quem não ousa se calar.

CéuAPKÁ!

Um dos nomes mais respeitados da música contemporânea, o novo disco de Céu era esperado antes mesmo de ser anunciado ou de existir. Depois do sucesso de Tropix (2016), a ansiedade para o que viria depois de um título tão celebrado era incomensurável. Mas, não foi apenas Tropix que influenciou o novo disco; o nascimento de Antonino, filho de Céu e do parceiro e marido Pupillo, é elemento criativo fundamental de APKÁ!. É inclusive o bebê quem batiza o álbum – “APKÁ!” é uma expressão que ele costuma repetir em resposta a tudo que lhe cause satisfação: uma refeição, uma brincadeira; uma resposta que mistura excitação, plenitude e agradecimento. Guiado pelos timbres eletrônicos, texturas sobrepostas e minimalistas, a paisagem sonora guiada pela produção de Céu, Pupillo e Hervé Salters costura as referências e sonoridades de cada trabalho de Céu. Além das composições da cantora, destaque para letras de dois parceiros especiais: Dinho Almeida, da Boogarins, em “Make sure your head is above”, e Caetano Veloso em “Pardo”.

Elza SoaresPlaneta Fome

Um documento da inesgotável deusa Elza Soares, Planeta Fome já é tocante na sua capa, assinada pela cartunista Laerte, e pelo seu título. “Planeta Fome” é a desconcertante resposta dada por ela em 1953 ao apresentador Ary Barroso, depois dele tentar zombar da cantora perguntando de que planeta ela viera para o seu programa. Sucessor de Deus É Mulher (2018), Planeta Fome traz uma composição assinada por Elza – “Menino” – e vários parceiros, como BNegão, Pedro Loureiro, Virgínia Rodrigues, Russo Passapusso e Rafael Mike. Carregando retratos do Brasil tanto nas sonoridades quanto nas realidades das composições, é um disco que mostra a Elza como ela é: uma potência sem precedentes.

13/09/2019

Brenda Vidal

Brenda Vidal