“Sweet Edy”, de Edy Star, ganha reedição de luxo no 1º vinil holográfico do Brasil

12/04/2019

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Ariel Fagundes

Por: Ariel Fagundes

Fotos: Divulgação

12/04/2019

Chegou aí uma bela surpresa para quem ama vinil e a história do rock brasileiro. Sweet Edy, o disco de estreia de Edy Star, está sendo relançando através da já tradicional parceria entre o 180 Selo Fonográfico e Record Collector Brasil, dobradinha que já soltou títulos importantes de artistas como Raul Seixas e Leno.

Sweet Edy (1974) ganha vida nova em uma prensagem de luxo à altura de sua importância histórica. Em primeiro lugar, foram incluídas no disco duas faixas bônus, “Baiock” e “Ai de Mim”, que haviam saído apenas em um compacto que Edy lançou 1974. Além disso, o álbum teve todo o seu material gráfico refeito. A versão original trazia apenas uma capa e um encarte simples e, agora, a capa é dupla (gatefold) e recheada de fotos raras de Edy, há ainda um pôster e um encarte robusto de quatro páginas com fotos inéditas e texto contando a história do disco.

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Como se tudo isso não bastasse, Sweet Edy foi reprensado em um vinil azul translúcido de 180g que conta com efeitos holográficos impressionantes. Colocado contra a luz, o disco emite prismas e fractais coloridos quando está sendo tocado. Essa tecnologia, desenvolvida recentemente pela fábrica paulistana Vinil Brasil, é inédita no Brasil e faz desse LP um marco na indústria fonográfica brasileira.

Ainda hoje, Edy é uma figura que merece ter sua obra mais conhecida. É importante o seu trabalho no disco coletivo Sociedade Da Grã-Ordem Kavernista Apresenta: Sessão Das 10 (1971), feito em parceria com Raul Seixas, Sergio Sampaio e Miriam Batucada. Além disso, Edy é considerado por muitos o primeiro artista brasileiro a se declarar gay publicamente e o álbum Sweet Edy foi pioneiro ao trazer para o Brasil a estética do glam rock. Seu disco de estreia traz composições de artistas de peso como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Roberto e Erasmo Carlos, Jorge Mautner, Raul Seixas e Moraes Moreira e Luis Galvão e é um documento decisivo na história do rock nacional. Depois de Sweet Edy, o artista passou décadas sem lançar um álbum, tendo quebrado o jejum só em 2017 com o disco Cabaré Star.

Em 2011, Sweet Edy foi reeditado em CD e essa é a primeira vez que o disco está saindo novamente em vinil. A nova prensagem é limitada a 500 unidades numeradas e a pré-venda já está aberta aqui.

Ouça abaixo:

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12/04/2019

Editor
Ariel Fagundes

Ariel Fagundes