Transvisão em cena: Conheça Bella Pereira

14/05/2020

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Bruno Barros

Por: Bruno Barros

Fotos: Pyetra Salles

14/05/2020

*Com colaboração de Eduardo Modesto

Natural de Fortaleza, no Ceará, Isabella Pereira transita entre a performance, direção visual e mais recentemente nas cabines de DJ. Produtora formada em design de moda, a multiartista inserida no cenário underground de música eletrônica de Porto Alegre assina a sexta edição da série LabXP mix’s em que traz um recorte de produtorxs trans. Na conversa para a NOIZE, a jovem fala de sua trajetória pessoal, da chegada ao Rio Grande do Sul há dois anos, do impacto da pandemia da COVID-19 em sua carreira, além de sua atuação em diferentes núcleos da capital e projetos futuros. 

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Ouça abaixo:

Bella, partindo do início, queria que você falasse um pouco sobre a sua formação, background, de onde você veio.
O meu contato com a música veio muito por uma relação com o circuito que eu participo. Eu sou de Fortaleza e, quando eu me mudei para Porto Alegre, com 22 anos, conheci uma amiga daqui que é estudante de psicologia pelo Facebook, e ela curtia música eletrônica e costumava ir para esses rolês. E aí fizemos amigos em comum, que era a galera da BASE, que já produzia umas festas e eles nos introduziram nesse ritmo de conhecer os coletivos e entender isso de uma forma mais comunitária. Foi assim que eu fui criando a minha rede de amizade envolta disso. E eu sou produtora, formada em moda, e eu via na cena esse fluxo de acontecimentos. Comecei a gostar de ouvir e consumir música eletrônica, e a perceber os tipos de ritmos que eu gostava mais, que sempre eram os mais pesados. Sempre que eu achava músicas legais gostava de mostrar para os meus amigos. Lembro da gente nos afters trocando referências. Porque tocar é muito sobre isso também. É sobre mostrar às pessoas o que tu tá consumindo, o que tu tá vivendo, acho que as músicas falam muito sobre a gente e foi assim. 

E quando você começou a discotecar?
Ah, eu comecei nesse processo há uns oito, seis meses, quando recebi o convite do Barsotti. Ele é um dj e produtor daqui de Porto Alegre, e tipo, uma vez comentei com ele que eu queria aprender a tocar e ele me convidou pra fazer umas aulas. E eu considero ele muito meu profe, que ensina não só sobre mixagem, mas também sobre todo o sistema. Ele é produtor da PANE, uma festa que surgiu mais recentemente e ele me convidou para fazer a direção dos visuais, também é membro do COLETIVO PLANO. E é muito bonito ver como ele lida com o mundo. Um amigo meu muito querido que tem influência grande nesse processo de eu começar a tocar de uma forma mais didática e tranquila de parar tudo e mexer na cdj. Também meu ingresso no Coletivo T, que de fato me inseriu como DJ neste circuito, pois aí já tem uma festa e já tem um ritmo de produção, de tocar, enfim. Eu acho que mixar é muito sobre tu praticar porque parece uma coisa muito surreal no início. Tipo, equipamento de DJ é muito caro, eu nunca fiz curso, e era uma coisa meio distante pra mim. Então no núcleo (T), a gente passou a se organizar pra encontrar meios para o nosso grupo de pessoas que não tinha condições de ter um equipamento, tocar. Isso veio crescendo dentro dos coletivos e eu acho que eu entrei nesse fluxo dessas pessoas que conseguiram aprender com as oportunidades que tinham. Morar com um Dj e produtor também me fez ter um fluxo de criação e treino muito maior também. Acho que a minha formação é bem essa, bem marginal, meio clandestina, tomar os equipos para se por um tempo e se afundar eles, assim do tipo de fazer o que dá, sabe?

Foto: Pyetra Salles

Falando um pouco da sua formação e mudança de Fortaleza para Porto Alegre, como foi?
Eu me formei em design de moda na FANOR. Eu tinha uma bolsa do Prouni e era uma das poucas alunas que trabalhava com moda. Atuei como estilista lá em Fortaleza, trabalhando com isso desde os 18 anos. Nessa questão, eu era privilegiada de conseguir trabalhar com o que eu estudava, era um sonho. Fui assistente de estilo numa empresa, trabalhei com isso por muito tempo, transicionei trabalhando em uma marca. Nessa concepção de ser trans, a gente tinha muito um medo de não ter trabalho, e aí que é muito mais benéfico conseguir transicionar em um lugar sabe? E rolou isso comigo, eu fiquei bem feliz né, era uma guria trans dentro de uma fábrica, só que a fábrica faliu e eles me demitiram. Eu consegui outro emprego como estilista sênior em uma outra marca mas não era a mesma coisa. Não é fácil quando tu é uma pessoa trans e está em uma posição hierárquica mais acima e sendo jovem. Eu sinto que as pessoas não conseguem conceber a ideia, sabe? As pessoas não acreditam muito em mulheres, ainda mais mulheres trans falando. Aí depois minha mãe iniciou um relacionamento com uma pessoa de Gravataí (RS) e veio morar aqui. A minha intenção era vir morar com ela e construir alguma coisa por aqui, porque lá em Fortaleza estava um caos. A gente morava mais perto da periferia, muita polícia, era bem caótico. E aí foi quando ela decidiu vir pra cá, eu decidi vir junto pra ficar mais perto dela, só que ela acabou voltando e eu fiquei. E aqui eu só tinha uma amiga muito próxima, que também era de Fortal e que morava em frente a minha casa lá. A gente tinha uma relação muito próxima e aí ela me abrigou por um tempo mas em seguida não pude mais ficar com ela. Fiquei sem ter onde ficar aqui em Porto Alegre, e aí foi isso, uma história bem caótica. Tinha a minha amiga Marine, que me abrigou por um tempo. Depois conheci uma amiga pela internet que eu ficava na casa dos irmãos dela. Era muito louco, então eu fiquei nesse trâmite por um tempo, me dividindo entre as casas. Foi então quando eu falei pros meus pais que não dava mais, que eu ia colapsar em algum momento porque eu não tinha um lugar fixo, eu fiquei uns três meses assim, afetou muito minha auto estima. Então consegui alugar um quarto de dependência na [rua] João Telles, no bairro Bomfim, e foi quando a minha vida mudou completamente. Eu conversava muito com a minha amiga sobre os processos de hackeamento. Sobre como estar nos lugares, de certa forma, possibilita absorver parte das coisas que acontecem ali. E aí tu consegue que as pessoas te olhem, te escutem e te entendam no mundo. Depois fui morar com uma fotógrafa e em um lugar melhor e comecei a trabalhar mais com produções e com uma stylist que foi extremamente abusiva , até falar que eu fedia e tinha o cabelo estranho tive que ouvir, e isso fez ter muito medo do universo da publicidade. E aí comecei a pesquisar música e me perceber como multiartista. O ápice de tudo no início, acredito também que foi a ideia de começar a performar, que é outro lado meu, e eu comecei assim nesse circuito da cidade. Algumas amigas tinham um coletivo chamado GRETA, que era só de minas, e eu sugeri a elas um dia, que eu poderia performar, e começou a rolar esse fluxo. Depois veio a HOT e outros coletivos, aí comecei também a fazer cenografia e ter as aulas de mixagem e foi o que me deu maior estabilidade na cidade. 

Tua primeira performance foi na festa GRETA?
Sim, foi numa GRETA de rua nos açorianos com uma amiga minha Agni Oliveira. Foi um marco pra mim porque eu queria fazer uma coisa assim totalmente louca, nesse dia eu queria fazer umas cabeças, mastigar as cabeças, fazer uma coisa bem gore. E a Agni olhou pras cabeças de fita gomada que eu tinha feito e disse pra mim  “miga, não é assim que faz” (risos), e ela pegou e falou “vamos pensar juntas”. E pensamos numa coisa bem mais elaborada, então entendi como tudo funcionava. Que existe uma cultura nessas performances e acho que todo mundo tem a sua vibe e seu conceito muito diferente. Sinto que a minha performance tem uma proposta um pouco diferente, é bem mais pessoal e orgânica, ainda nesse processo do que eu consigo fazer com nada ou o pouco que eu posso conseguir. Acho minhas produções muito emergenciais por eu não ter um background acadêmico, mesmo tendo dançado e feito teatro desde pequena, como também a falta de recursos pra investir nisso. Hoje nas festas eu tô ali, as pessoas sentem. Me envolver com GRETA foi muito importante pra mim.

Qual foi aquela performance que tu fez usando máscara? O que dialoga totalmente com o tempo de agora (risos). Que leitura tu fez pra usar a máscara nessa performance?
A primeira vez foi na HOT (risos) então… Foi numa edição que estavam rolando duas festas no mesmo dia de dois núcleos diferentes em Porto Alegre. E aí também tinha muita coisa rolando, tipo treta entre coletivos, mas aí não quero me comprometer, mas sim, tava rolando isso, que é uma coisa que todo mundo sabe que acontece, existe essa dinâmica e que eu acho que é uma sistemática muito gaúcha, e que acho engraçado e brega. E aí eu decidi ir assim, fui trabalhar em uma festa performando de máscara e de luva e depois fui na outra curtir ainda de máscara. Era tão tóxico os rolês que eu queria me proteger. Já estava protegida da Covid-19 ali, rs.

Bella Pereira em performance (Foto: Pyetra Salles)

Interessante pensar que mesmo nesses ambientes mais “inclusivos”, a transvisão percebe o quanto estes podem ser tóxicos para os corpos dissidentes.
Sim, e é um sentimento sincero, sabe? Porque não é “querer falar mal” , críticas sobre o bem estar de minorias são sempre construtivas. Precisa se urgentemente parar de demonizar pessoas trans por falar sobre preconceitos sofridos em ambientes ditos  LGBT, eu acho que existe uma concepção do todo e que é irreal porque que não é só uma realidade fechada. Acho que isso existe e reflete na estrutura de pensamento do coletivo em si. Por exemplo ,quando um coletivo é ministrado por homens, brancos, classe média alta, mesmo ele sendo gay ou não, eu acho que reflete em como eles lidam com a arte também. Como eles absorvem a estrutura dos corpos periféricos que eles põem ali. Pra mim a HOT e a BASE , as festas que eu usei a máscara, foram umas das melhores festas da minha vida. Em uma eu olhava pro lado e a Valentina Luz tava tocando, olhava pro outro lado e tinha a Babydool, que é uma drag trans aqui de Porto Alegre, com os peitos de fora e eu de máscara ali, atirando neles, enquanto a Agni também performava em outro lugar. Mas é perceber que os mesmo administradores que fazem isso acontecer não se tocam de quão bafo é o bagulho que eles fazem. Em um ambiente “underground” as primeiras pessoas a serem deslegitimadas e não serem bem tratadas são as pessoas negras e trans. Nessa HOT, eu vi alguém pedir pra Valentina abaixar o bpm da música dela porque tava muito “barulhento” e também ter gente te tocando sem permissão. É achar que a gente tá ali fazendo qualquer coisa. Então é toda essa concepção que, infelizmente, as pessoas vão levar tanto para como elas pensam música, como grana, como estrutura, sabe? E é muito louco pensar que muita gente ainda é assim e continua produzindo porque tem pessoas que consomem sem minimamente se questionar porque as coisas são assim. Porque eu acho que no sistema, a culpa não é só o cara que vai lá fazer a festa, mas também de todo mundo que vai lá e mentalizam uma ideia de mundo igual a dele, ou que vão lá e validam, pagam caro pelo o que tá sendo vendido ali, ou seja, de perceber que isso é um reflexo construído do próprio público com quem cria. Querendo ou não, eu me questionei muito por um tempo a minha permanência nesse ambiente. Fora pensar sobre festas que se dizem trans friendly com listas trans free, mas o público te olha com nojo.

Fala um pouco agora sobre a mix que tu tá preparou pra gente, que vai ser uma curadoria apenas de track de produtores trans.
Sim! É o que eu quero muito fazer, acho que eu tô conseguindo porque quando eu comecei essa ideia no princípio eu não tava botando muita fé assim da importância, sabe? Da importância eu digo “ai será que é uma ideia boa, será que é um conceito bom?” E aí eu comecei a perceber o quanto tem gente bafo, bafo, bafo, que não tá em line, que não é chamado pra tocar mas que produz muito, e que produz muito bem e tem toda uma rede dessas pessoas trans e elas tipo se comunicam, estão cientes da realidade. São seres inteligentes, e sentem a ausência de consumo e interesse do que fazem. Eu achei muito bafo que eu fiz um post no Facebook perguntando quem conhecia uma galera assim, e o Pininga respondeu com as referências, e eu fiquei tipo “yess”, o Pininga é muito pra mim um forte trans ally , Dj da Linn da Quebrada, tem um coletivo chamado Tormenta, pra mim ele foda, minha ref de produção também, de audiovisual e conceito… enfim. Ele comentou referências e eu peguei vários nomes, junto dos nomes que eu já conhecia como Malka, Nogayra, Lola garcia e pessoas trans internacionais, eu acho que dá pra produzir bastante coisa. Quero muito que seja um fluxo meu tocar essas produções porque eu acho que elas são tão furiosas quanto eu, o meu som é bem caótico, eu gosto de bastante noize, experimental, gosto bastante de techno também, e essa galera tem a pegada, essa pegada mais angry, de raiva, tocar com raiva. Ouvir pessoas trans tem me feito ter uma nova percepção de consumir música.

Dá para fazer uma leitura que essa mix é para onde tu está olhando e para onde tu tá direcionando tua pesquisa, inclusive pra tocar nos lines em que tu fores chamada? Não que tu vai fazer uma apresentação por exemplo numa festa só com tracks de pessoas trans mas que tu vai começar a inserir essas tracks também nas tuas apresentações, certo? 
Sim, eu quero que seja minha curadoria e a base das minhas referências. Eu chamo minha pasta com essas tracks de “T GANG” (risos) e eu quero cada dia mais abrir ela na cdj e ver todos aqueles nominhos piscando no setup e ir separando por ritmo, bpm e tom. Quero ter cada dia mais um processo de aprendizado e produção decolonial e transcentrado. Tem uma coisa que é muito massa dos djs, que a gente sempre comenta quem é são nossas referências, todo mundo sabe bem quem e o que tá tocando, eu fui perceber isso a pouquíssimo tempo, eu vim me aproximar mais da música agora, e perceber as dinâmicas de como a gente bota fé nas coisas, sabe? Tocar as tracks dos coletivos locais, não basta entender que é bafo tem que por pra galera ouvir. A ZONAEXP assim como o pessoal da GOMAREC tem uma produção maravilhosa, eu sou muito fã deles. E paro pra pensar na produção de pessoas trans internacionais como Odete, Sophie e Arca, que é sensacional e por que não pensar numa produção também de pessoas como Una Nogueira sabe, como a Malka, como outras pessoas que são trans que produzem música eletrônica, fazem uma som monstro, tem um beat muito bom e por que não consumir isso, sabe? Pra mim gosto não é algo que vem só de dentro. É construção social, e eu não quero só moldar o meu desejo, quero também intuir ele a outras pessoas, investir nisso, porque eu acho que gosto é muito construído com o que te cerca como eu já disse. As pessoas ensinam muito o que tu tem que gostar, quando eu comecei a tocar eu sentia muita raiva quando eu ia conversar com o Dj que só queria falar de disco e house, queria falar só sobre referências muito rebuscadas da música mostrando os discos e sempre vindo de um mesmo lugar. Sobre um viés sempre muito higienizado e patriarcal, e eu quero outra forma de consumir música. Não é também como se as pessoas trans não tocassem e produzissem músicas chiquérrimas, inteligentes e com uma base bastante rebuscada, a Malka usa um violino na porra da gig. O que é mais chique que isso?

Foto: Pyetra Salles

Queria que tu comentasse um pouco sobre o impacto do momento na tua carreira. Te acompanhando eu sei que tu tinha um longa pra gravar em São Paulo no final deste primeiro semestre e que como tudo acaba por entrar numa zona de insegurança. Então eu queria que tu comentasse um pouco o impacto dessa situação na tua realidade e no teu dia a dia.
Eu tô a dois anos em Porto Alegre, agora com 24 anos, e esses dois anos têm sido insanos pra mim porque tem todo esse processo de não ter nada, me tornar adulta, não ter um lugar, aí vai prum lugar, vai pra outro, faz tal coisa, começa um trabalho, começa outro, vivendo de ajuda de custo, enfim. Hoje tô morando com uma pessoa massa, fazendo coisas legais, trabalho com coisas legais, tudo indo, conseguindo me estabilizar, tava procurando um emprego fixo, me tornando um ser independente e adulto . A minha situação não é das piores, porque eu sei que eu vou ter um período difícil de quarentena, mas depois vai ser melhor, porque eu passei num casting para um edital em São Paulo pra gravar um longa-metragem de um diretor chamado Gustavo Vinagre, mas ele foi adiado por causa da quarentena, e aí tô nesse hiato, algumas dificuldades, esperando auxílio do governo, mas, ao mesmo tempo, cercada de pessoas maravilhosas que me ajudam muito, muito mesmo. Eu sou muito grata ao meu roomie, ao meu namorado, aos meus pais. Vivo num espaço em que eu consigo mentalizar, pensar sobre mim mesmo, sobre as minhas atitudes, focando muito em mim como pessoa, usando esse período da quarentena pra me organizar como artista visual, como uma multiartista e também agora como atriz. Quero pensar em mim como a minha própria empresa e começar a trabalhar em mim. Tocar, levar material para uma agência, fechar portfólio, construir repertório musical e imagético. Tô tentando ficar bem usando todos os artifícios que posso. É o que tem me mantido com a cabeça no lugar, tenho surtado bastante, mas ter uma leve esperança que as coisas vão ser melhores, me acalma. Pensar mais sobre sensibilidade do meu existir de uma outra forma, acho que a evolução da internet vai ser bem grande agora e acho que a gente vai agarrar essa possibilidade de evolução e organização social , espero eu.

E sobre os projetos atuais, o programa da Function.fm, o que podemos esperar?
O projeto nasce em periodicidade mensal, no espaço que eu ganhei na FUNCTION.FM, a estreia é amanhã (15/5) das 22h às 22h. SERTRANSNEJA, como se chama meu programa, vai ser o espremer das minhas vivências e caminhada. Como eu já disse, eu acredito muito no meu trabalho como um impulso emergencial, eu tenho feito e desenvolvido o máximo com o mínimo que eu tenho e com o que é possível também. SERTRANSNEJA é um nome de uma coletânea de cordéis de Tertuliana Lustosa que me inspira e me toca muito. O programa vai trazer um lado b das experiências de pessoas que eu acredito fazerem parte dessa corrente experimental da cultura eletrônica e underground. Os convidados vão ser tensionados a se expressar da forma mais interna e experimental possível e falar sobre si e seus projetos e como eles se veem no mundo. Podem esperar também rodas de samples, podcasts e streams com a evolução do programa e  da minha estabilidade de conseguir equipamentos e montar as pautas. Não vai ter um foco exclusivamente de gênero e raça, mas acredito que o spotlight do programa vai ser focado para aquelas estrelinhas que vivem no escuro.

TRACKLIST:
Bored Lord – Bodies
Future Angel – NOT GONNA GET US
Lotic – Resilience 
Stasya – Escalada
Ventura Profana & Podeserdesligado – Bixa Travesty – Poder & Glória
Jasmine Infinit – Ghettro 
Nog4yra – Formação reativa
Stasya ft Odete – Culpa
Abssys x Krolik (Stasya’s Lazy Blend)
White Prata – Obsolencia Humana Programada
WUT – ( Estoc Terror) 
Mala – Abssys Remix
Nog4yra ft Bella Pereira – Quarentine Experience
EDGESLAYER – PROBLEMATIQUE DIQUE
Arca – Knot

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14/05/2020

Bruno Barros é produtor de conteúdo independente. Tem se dedicado na formação do LabXP, um núcleo de produção de conteúdo e cultural.
Bruno Barros

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