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Em 1976, o Brasil passava pelo período de “abertura lenta e gradual” do governo Geisel, ainda que a repressão ditatorial ainda desse as caras. No mundo, Guerra Fria, Jogos Olímpicos de Montreal e o crescimento do punk eram tópicos dos jornais.
Na MPB pós-tropicália, vivíamos um momento efervescente entre lançamentos e clássicos. Uma novidade foi o Doces Bárbaros com Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa e Maria Bethânia — consolidado pelo lançamento do álbum homônimo. África Brasil, de Jorge Ben, ampliou os limites do samba ao dialogar com o soul e o funk.
Já Falso Brilhante, de Elis Regina, trouxe o clássico “Como Nossos Pais” e Milton lançaria um de seus grandes clássicos, Geraes. Enquanto isso, nas rádios, o romantismo de Roberto Carlos seguia hegemônico, enquanto o rock engatinhava no mainstream e na mistura fina com a música popular e a psicodelia.
Nesta seleção, a Noize traz 20 álbuns que não refletem apenas seu tempo, mas ajudaram a moldar a forma como o país se ouve e se reconhece. Obras fundamentais que atravessam gêneros, estilos e gerações e seguem vivas enquanto celebram 50 anos.
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