
Comprar o primeiro toca-discos pode não ser uma tarefa fácil, tendo em vista a variedade de modelos disponíveis no mercado, sejam eles novos ou usados. Mais do que isso, algumas características técnicas como braço, cápsula, agulha e estabilidade de rotação são pontos que precisam ser levados em consideração na escolha e que, muitas vezes, não são de conhecimento de um colecionador de discos iniciante.
Por isso, a Noize conversou com Arthur Joly, produtor musical da Reco-Master, e preparou um guia com dicas para você garantir um aparelho que caiba no seu bolso, tenha durabilidade e, o mais importante, tenha qualidade de som que você deseja.
1. Evite as maletinhas
Os toca-discos portáteis em formato de maleta podem parecer uma opção prática para quem está começando, mas são justamente os aparelhos que Joly recomenda evitar.
“Dica número 1, nunca compre a maletinha”, resume o produtor.
A recomendação vale também para aparelhos que tentam concentrar várias funções em um único equipamento, como rádio, Bluetooth e toca-discos.
A preocupação não é apenas com a qualidade sonora. Esses equipamentos costumam ter braços sem ajustes adequados e mecanismos mais simples que podem, inclusive, comprometer os discos.
2. Atenção para a rotação
Um dos pontos de maior atenção com seu toca-discos é manter a rotação do LP correta. A rotação é a velocidade com que o prato do toca-discos gira e determina o andamento da música — nos LPs, as velocidades mais comuns são 33⅓ e 45 rotações por minuto (RPM).
Uma pequena variação pode alterar a afinação e o andamento da música. Por isso, Joly recomenda observar a rotação do prato. “Geralmente, os pratos que têm estrobo do lado e medição garantem que o disco esteja na rotação correta”, explica.
O tipo de tração também entra nessa escolha. Joly prefere modelos de tração direta, mas ressalta que há toca-discos de correia de boa qualidade.
Para um iniciante, portanto, mais importante do que escolher um sistema específico, é procurar um aparelho com rotação estável e que permita fazer ajustes quando necessário.
3. Veja se o braço permite regulagem
O braço é outro componente que merece atenção antes da compra do toca-discos. O aparelho deve permitir ajustar a força com que a agulha encosta no disco e, de preferência, contar também com regulagem de anti-skating, que ajuda a controlar o deslocamento lateral do braço durante a reprodução.
“Escolha o toca-discos que tenha regulagem de peso, tanto no traseiro quanto na lateral”, recomenda Joly.
A cápsula também faz parte dessa equação: ela é responsável por transformar as vibrações captadas pela agulha em sinal elétrico, e modelos que permitem sua substituição dão mais liberdade para trocar de componente no futuro.
4. Vai comprar usado? Teste antes
Um toca-discos usado pode ser uma alternativa para quem busca custo-benefício, mas é importante verificar o estado do aparelho antes de fechar negócio.
Segundo Joly, os principais problemas estão justamente nos pontos fundamentais para a reprodução dos LPs: a rotação e o braço.
“Um dos erros mais comuns é você comprar um toca-disco usado que não esteja bom na rotação e com o braço estragado, sem regulagem”, afirma.
Por isso, se possível, o comprador deve testar o aparelho. Vale observar se o prato mantém a velocidade, se o braço se movimenta corretamente e se as regulagens estão funcionando.
“Evite comprar aparelhos de som antigos que não sejam de marcas consagradas como Technics, Garrard…caso contrário, só compre se estiverem extremamente revisados”.
5. Opte por modelos mais simples, com pré-amp integrado
Outro erro comum é pensar apenas no aparelho e deixar o restante do sistema para depois. O sinal produzido pela cápsula precisa passar por um pré-amplificador e chegar a caixas de som adequadas.
“Compre um pré-amp e caixas de som compatíveis ao toca-discos que você vai comprar”, aconselha Joly.
Mas, quem quer uma instalação mais simples pode optar por modelos com pré-amplificador de phono integrado. Nesse caso, o aparelho pode ser conectado diretamente a equipamentos que aceitem sinal de linha, como caixas amplificadas.
Alguns modelos atuais também oferecem Bluetooth, uma alternativa para quem prefere uma instalação sem cabos entre o toca-discos e as caixas.
O JBL Spinner BT é uma boa porta de entrada para quem está comprando o primeiro toca-discos, porque combina facilidade de uso com recursos que permitem evoluir o sistema depois. Com pré-amplificador integrado, Bluetooth e cápsula já instalada, ele dispensa uma série de equipamentos extras para começar a ouvir vinil.







