#BQVNC | O som da Nomade Orquestra é um passaporte para outro mundo

13/04/2015

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Ariel Fagundes

Por: Ariel Fagundes

Fotos: Divulgação

13/04/2015

Uma dezena de músicos embarcou numa viagem chamada Nomade Orquestra. A banda formada no ABC paulista em 2012 já tem uma estrada, mas só há poucos meses lançou seu disco de estreia, Nomade Orquestra (2014). Formada por Guilherme Nakata (bateria), Ruy Rascassi (baixo), Fabio Prior (percussão), Luiz Eduardo Galvão (guitarra), Marcos Mauricio (teclado), Beto Malfati (sax, flauta e pick ups), Bio Bonato (sax baritono), Marco Stoppa (trompete), André Calixto (sax tenor e flautas), Victor Fão (trombone) e Danilo Oliveira (VJ), a Nomade Orquestra está ancorada no jazz, no entanto seu som flutua pelo soul e funk com bastante intimidade.

O disco da banda foi produzido por Cris Scabello e Mauricio Fleury, ambos músicos do Bixiga 70, e nós pedimos à Nomade Orquestra que elaborasse um faixa a faixa do álbum para apresentá-lo ao público da NOIZE. Veja:

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Fruto da união de 11 homens, a Nomade Orquestra traz em sua bagagem sentimentos, emoções e muitas historias. Elementos esses que se tornaram combustível para a criação do nosso primeiro disco. Atendendo aos pedidos do Ariel, resolvemos tentar contar a historia e a aura de cada música segundo o nosso ponto de vista.

A primeira faixa intitulada “Samurai” foi escolhida como cartão de visitas. Com um piano marcante, metais melódicos e um pilar consistente da cozinha, cria- se um movimento entre o jazz e a salsa.

A faixa seguinte “Sonhos de Tóquio” dá início à saga dos grooves, uma hipnótica linha de baixo e o contraponto da guitarra leva a um caminhar sem fim pelas ruas de um lugar qualquer, da calmaria ao caos, do novo ao velho.

Na sequencia um sample. Bob MacFerrin anunciava o que estaria por vir, no começo quando tudo era nada e somente os sonhos alimentavam o desejo de fazer musica, surge “Bedum” a musica que despertou o funk e a aura psicodélica da Nomade Orquestra. Essa foi nossa primeira musica, nosso primeiro passo.

A quarta musica foi inspirada pela Cidade Maravilhosa. Em uma de suas jornadas de trabalho pelo Brasil sentado debaixo do sovaco da estatua do Cristo redentor, Beto Malfatti (Sax/Flautas/PickUps) entoou o tema da flauta e assim o batizou como Humaitá famoso bairro carioca, música que carrega consigo uma aurora sonora.

“Morning Birds” foi concebida por Ruy Rascassi (contrabaixo) em uma rara noite de insônia, fortemente influenciada pela musica africana é um afrobeat visceral. Nesta faixa tivemos a participação especial do nosso comparsa Beto Montag e sua Marimba Atômica.

De um lampejo criativo, nasceu “VENUS”, a nossa faixa mais contemplativa. Ora meditativa, ora destruidora com solos de guitarra, trompete e da flauta chinesa Dizi. São 11 minutos de um mantra e uma imersão sonora, uma viagem sensorial.

Conduzida por um dialogo instrumental “Garuda” é um mix da musica oriental e ocidental. Com mais uma participação, desta vez do nosso parceiro e nômade ancestral Luciano Sallun (Pedra Branca) e seu alaúde mágico que contrasta com um forte solo de guitarra e um apoteótico sax soprano.

“Doce Agonia” carrega em sua aura a sensação de seu próprio nome, com entrelaçamento de arranjos maiores e menores. Esta foi a última composição a ser finalizada.

“Dragão do Mar” surgiu através de um riff de guitarra que existe a mais de dez anos trazido por Luiz Galvao (guitarra) da antiga banda de rap Uafro. Na Nomade Orquestra a coisa se expandiu e novas partes e cores surgiram. Foi batizada pelo Ruy em homenagem ao abolicionista cearense Francisco José do Nascimento.

Nossa camisa 10 carrega uma atmosfera de trilha sonora de ação e tem uma historia curiosa. Nos preparativos para o nosso primeiro show na FUEGO JAZZ (festa no ABC Paulista) tínhamos apenas um esboço do que seria esta musica e, para engrossar o caldo do repertorio decidimos toca-la. No meio do show tocando essa musica fomos obrigados a parar por causa da policia que havia sido chamada por barulho e perturbação. E assim foi batizada “FUEGO POLICIA”.

A inspiração deste bolero vem das trilhas sonoras do mestre Ennio Morricone para os faroestes de Sergio Leone. Ela se desenvolve num clima denso e suspenso e desfecha numa apoteose em Lá Maior.

E para fechar o disco, “A vida vem em ondas”, sonoras transições de ritmos, improvisos e rock n’ roll, música dançante que leva o ouvinte a múltiplas e inesperadas sensações.

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13/04/2015

Editor
Ariel Fagundes

Ariel Fagundes