
Uma das suas primeiras faixas que bombou no Brasil foi "Drinkee", que é feita com uma poesia do Chacal. E "Jhony", que é do disco novo, é feita com uma poesia de Paulo Leminski. Onde você conheceu a poesia brasileira? Meu professor na faculdade tinha um livro do Leminski. Eu li o livro com ele e eu toquei ao violão ao mesmo tempo, ficou lindo. (risos) Depois eu encontrei o Chacal pessoalmente e eu fiz uma colaboração com ele na faculdade. Depois eu continuei… Quando eu tava trabalhando com o Tucker, falei: “Então, eu tenho essa paixão e relação com o Chacal e eu acho que seria legal trabalhar com isso”. E essas poesias passam a ter um novo significado quando viram música? Sim! É muito diferente. Tem um outro sabor e outra sensibilidade que é dependente da pessoa que canta as letras e dos outros sons também. Como foi voltar para tocar no Brasil depois de já ter morado aqui? Eu imaginei muito sobre o Brasil, estava fazendo uma fantasia, um sonho sobre voltar. Eu lembrava desse sentido de falar em português, dançar na rua, o forró, o pandeiro, tomar um açaí. Todas essas coisas pequenas... E quando retornei, foi a mesma coisa. Eu me senti muito em casa, muito confortável. Eu me sinto muito agradecida de estar aqui. Amamos o Brasil e amamos tocar aqui. No show que fizeram no Lollapalooza, vocês cantaram várias faixas do disco novo, Treehouse. O que podemos esperar desse trabalho? Eu tô muito orgulhosa desse disco. Tem muitas músicas com diferentes cores e espíritos. Às vezes as músicas são bem agressivas, às vezes elas são mais românticas, às vezes com mais alegria. É como uma mistura. Tem música brasileira, mas também tem folk, house, referências africanas e até coisas que escutamos quando crianças. Mas dá pra dizer que as músicas de vocês costumam ser bem animadas. Que tipo de sentimento vocês tentam despertar nas pessoas? Geralmente a gente faz música para a alegria. Você já contou várias vezes que Caetano Veloso, Gilberto Gil, Vinicius de Moraes e Gal Costa são grandes inspirações pra você. Mas no seu disco novo, você prometeu um remix com Pabllo Vittar em “Energia”, que é de uma geração bem diferente da música brasileira que você costuma citar. Como vocês se conheceram e como surgiu esse trabalho? Nós conhecemos na internet. Ela comentava muito no nosso Instagram! Depois a gente conversou por direct e percebi que nós amávamos o que ela faz. E o oposto também era verdade. Então foi muito simples e fizemos um remix juntos. Ela é muito talentosa e esperamos gravar um clipe com ela, mas ainda não sei quando vamos lançar o remix da música.






