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Imagens Sonoras: clube de vinil em Fortaleza discute capas icônicas 


Por:

Vitória Prates

Fotos: Divulgação

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Que as capas dos discos são obras de arte, nós, aqui da Noize, já defendemos. Foi esse mesmo pensamento que levou Régis Amora, fotógrafo e artista visual, a criar o Imagens Sonoras, clube de vinil em Fortaleza que discute capas icônicas que marcaram a música nacional. O projeto nasceu em 2024 em parceria com o Museu de Fotografia, espaço que, até hoje, recebe os encontros. O projeto nasceu em 2024 em parceria com o Museu de Fotografia, espaço que, até hoje, recebe os encontros.

“Percebi que a autoria das imagens de um disco passava batida na maioria das vezes, quando, na verdade, o trabalho do fotógrafo é importante para a experiência de quem vai ouvir um álbum. Sonho em contribuir mais para que as pessoas enxerguem como obra de arte muitas capas de discos de nossa música”, comenta Régis.

Antes bimensais, a partir de abril, até setembro, os encontros serão mensais. Neste sábado (18/4) o grupo discute Acabou Chorare (1972), dos Novos Baianos, com participação de Daniel Peixoto.

Reconhecimento local

Nesses dois anos, o clube já analisou Disco K (1995), de Kátia Freitas — com direito à participação da própria Kátia, no que Régis considera uma das suas edições favoritas: “O disco fez o Ceará se reconhecer na sua música novamente, tocando em rádios e circulando nacionalmente. É forte, autobiográfico, que precisa ser ouvido em todo o país”.

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Em uma predileção pelos anos 70 e pelos tropicalistas, a lista continua com Fruto Proibido (1975), de Rita Lee; Transa (1972), de Caetano Veloso; Todos os Olhos (1973), de Tom Zé; Pássaro Proibido (1976), de Maria Bethânia e Legal (1970), de Gal Costa.  

“Critérios como técnicas fotográficas empregadas na produção das fotografias das capas dos vinis, além da relevância do disco para a música brasileira, sejam eles clássicos ou contemporâneos, são considerados”, explica Régis, sobre a curadoria.

Régis media a conversa com o público, sempre acompanhado de um artista cearense convidado. Já passaram pelo Imagens Sonoras Mateus Fazendo Rock, Lorena Nunes e Makem. “Levo sempre em consideração o momento sociopolítico em que o disco foi lançado, pois isso vai guiar também a conversa com o público”, diz.

A participação é gratuita, mas é preciso se inscrever antes pelo formulário disponibilizado no perfil do museu. Sob sigilo, Régis abriu conosco a programação dos próximos encontros. Não podemos dar spoilers — mas garantimos que vai agradar a todos os públicos, dos MPBs mais classistas aos fissurados por rock. 

Entre sonhos que nutre para o Imagens Sonoras, Régis quer, além de manter a periodicidade dos eventos, também explorar novos formatos: “Quem sabe uma exposição de capas de disco no futuro? O público também já pediu que as edições fossem transmitidas pela internet, mas acredito que os papos presenciais rendem muito mais. Nesse sentido, um livro com as análises das capas de todas as edições poderia ser uma boa! Não consigo não pensar em outros produtos derivados do Imagens que não sejam físicos [risos]”. 

Por:

Vitória Prates

Fotos: Divulgação

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