O Rappa arrasa na capital

21/10/2008

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Por: Revista NOIZE

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21/10/2008

O Pepsi on Stage lotou pra receber O Rappa no último sábado, dia 18. Assim que pisou no palco, a banda foi recepcionada por uma calorosa platéia, que, minutos antes, demonstrava ansiedade e até impaciência diante de um atraso para o início da apresentação. O relógio marcava 23h30min, quando Falcão entoou os primeiros versos de “Meu Santo Tá Cansado”. A música que abriu o show faz parte do novo disco, “7 Vezes”, lançado recentemente e considerado uma evolução do “Acústico MTV”, que precedeu este trabalho.

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Na seqüência, o que se viu foi uma apresentação redonda. E nem poderia ser diferente. Afinal, O Rappa é uma banda experiente, com músicos de ótima qualidade e um front man de primeira categoria. Isso, sem contar a coleção de hits, que já estão no subconsciente do público. E eles estavam todos lá: “Reza a Vela”, “Mar de Gente”, “Hey Joe”, “Pescador de Ilusões”, “Rodo Cotidiano”. Melhor que isso, só podendo conferir ao vivo as novas canções da banda, intercaladas com os clássicos. “Monstro Invisível” e “7 Vezes” foram, sem dúvida, as que mais empolgaram, tendo em vista que estão tocando direto nas rádios. Um show perfeito, com direito a bis e um público que beirava o nirvana.

O show de abertura

O ponto fraco da noite, porém, ficou com a banda de abertura. A Doctor Robert subiu ao palco por ter vencido o concurso “Pepsi Música”, direcionado às bandas de colégio da capital. É totalmente desnecessário discutir a qualidade da banda. Fato é que não deixa de ser uma sacanagem tanto com o público quanto com o artista esse tipo de premiação, embora pareça uma oportunidade única e incrível para um grupo em início de carreira.

Em primeiro lugar, o público de O Rappa é mais adulto e é bem provável que não tenha tomado conhecimento sobre tal concurso. Muito menos saiu de casa pra assistir ao show de uma banda desconhecida, iniciante e que nada tinha a ver musicalmente com a atração principal. Isso ficou claro enquanto a Doctor Robert esteve no palco. Justamente por isso, é uma sacanagem com a banda também, pois, por melhor que seja, acaba tocando pra uma platéia completamente sem disposição.

Talvez seja o caso de repensar a premiação pra próxima edição do concurso. Um CD bem gravado, num estúdio bacana, com um produtor experiente, que tenha capacidade real de indicar um caminho pra banda, é muito mais interessante do que uma abertura de show imposta dessa forma. Ou então, coloca a banda pra tocar mais cedo, não no horário supostamente marcado pro início do show principal. Fica a dica.

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21/10/2008

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