Além do Symphonic com MC Hariel: como a Red Bull apoia a música


Por:

Amanda Cavalcanti

Fotos: Divulgação

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Antes de assumir a direção criativa do Red Bull Symphonic, Drica Lara participou do Red Bull Pulso, evento focado em hip-hop que aconteceu em 2019. “O Pulso foi uma escola", conta Drica. A relação com a marca foi se estreitando ao longo dos anos, em uma parceria que não para de render bons frutos – o mais recente foi com MC Hariel, que tocou seus sucessos com o maestro Xuxa Levy e a Orquestra do Fluxo no Memorial da América Latina, em agosto.

"Eu acho que a Red Bull tá dando esse primeiro passo, de ser a primeira empresa que abraça o funk 100% como ele é – com todas as suas vertentes e subvertentes dentro do nicho de São Paulo. A marca realmente está se desarmando e arriscando nesse projeto."

O histórico do Red Bull Symphonic é vasto. Nos Estados Unidos, o projeto, que junta artistas de música popular a orquestras sinfônicas, aconteceu com o produtor Metro Boomin e o rapper Rick Ross. O primeiro no Brasil trouxe o MC Hariel, que você pode assistir no YouTube a partir desta quarta-feira, 2/9. 

O concerto é parte de uma estratégia que a Red Bull constrói há décadas – investindo no desenvolvimento de artistas, shows, festivais, performances colaborativas e muitas outras facetas da música. 

Em 2013, o músico recifense Rodrigo Coelho chegou a Nova York para passar duas semanas debruçado sobre sua música. Único – e primeiro – brasileiro a ser selecionado para o Red Bull Music Academy daquele ano, Coelho, que na época era conhecido por fazer música sob o pseudônimo Grassmass, teve 15 dias de palestras com músicos renomados, acesso a estúdios em qualquer horário do dia e trocou experiências com produtores jovens de todos os lugares do mundo. 

"Foi num ano incrível, porque eles chamaram pessoas icônicas da cidade em que a academia acontecia. Como era em Nova York, assisti a palestras de Brian Eno, Kim Gordon, Blondie e Nigel Godrich", diz Coelho. 

Mais de uma década depois, a Red Bull Music Academy já não existe mais, mas dali também saíram nomes de peso da música mundial como os produtores Flying Lotus, Hudson Mohawke e Nina Kraviz e a cantora Sevdaliza. Outros artistas brasileiros também estudaram na academia após a estreia do recifense, como a experimentalista Luisa Puterman e o DJ Carrot Green.

Para Coelho, o impacto da empresa fez a diferença para um setor da música eletrônica e experimental brasileira nos anos 2010 – quando iniciativas como a construção do estúdio e espaço cultural Red Bull Station e o Red Bull Music Academy Festival chegaram a São Paulo. 

"Quando voltei do meu tempo na academia, a estação estava começando a ficar pronta. Eu acompanhei a construção do estúdio toda e fui um dos primeiros a usar a sala para mixagem. Meu selo, UIVO, nasceu dentro da Red Bull Station", lembra o artista. "Todo mundo [no Brasil] está criando e produzindo em um nível altíssimo mas, finalizar aquilo num padrão de qualidade mundial, são outros 'quinhentos'."

Com a introdução do Red Bull Symphonic no Brasil, a marca segue uma aproximação com a música brasileira que começou há mais de uma década – e seguiu em projetos como o próprio Red Bull Pulso, e Red Bull Rabiscada, competição de passinho no ano passado. 

Pela experiência de Coelho, o mais valioso nessas colaborações não é apenas os eventos em si e, sim, o impacto que eles deixam para os artistas, projetos e relações que se formaram com seu apoio. 

Por:

Amanda Cavalcanti

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