
Criado pela rádio NPR em 2008, o Tiny Desk conta com mais de mil episódios. Neste ano, o projeto desembarcou no Brasil após muitas expectativas. A versão nacional do programa estreou em outubro e trouxe 11 apresentações que celebram a diversidade musical brasileira.
Além da versão tradicional, gravada nos Estados Unidos, o Tiny Desk estreou edições no Japão e na Coreia do Sul. No Brasil, a curadoria traz desde nomes gigantes e consagrados às apostas — a mistura, inclusive, é uma das belezas do formato.
A estreia aconteceu ninguém menos que João Gomes. O repertório especial trouxe seus maiores sucessos, como "Dengo", "Deusa de Itamaracá", "Meu Cafofo", "Meu Pedaço de Pecado", "Aquelas Coisas" e "Eu Tenho a Senha".
Às vésperas do lançamento, conversamos com Bárbara Teixeira, CEO da Anonymous Content Brazil, produtora responsável pela versão brasileira do programa, sobre como foi trazer o Tiny Desk para o Brasil. “A escolha do Brasil partiu deles pois reconhecem no nosso país um grande potencial tanto pela nossa cultura musical, quanto pelo altíssimo engajamento do nosso público. Quando perguntaram se eu tinha interesse em fazer uma parceria com a NPR, não hesitei em dizer sim", diz Bárbara.
O escritório com decoração tipicamente brasileira – lê-se revestimento de cobogó, filtro de barro na prateleira e discos de vinil na estante. Pelo Tiny Desk Brasil passaram artistas do catálogo do NOIZE Record Club, relembre quem são eles.
Céu
Céu celebrou os 20 anos de seu álbum de estreia autointitulado, lançado em 2005. No repertório, não faltaram os hits “Malemolência” e “Ave Cruz”, mas também teve espaço para sucessos de outros discos, como “Grains de Beauté” — Vagarosa (2009) — e “Varanda Suspensa” — Tropix (2016). Ao lado de banda formada por Sthe Araújo (percussão), Leonardo Mendes (guitarra), Lucas Martins (baixo), DJ Marco (DJ), Zé Ruivo (teclados) e Pupillo (bateria).
Sandra Sá
Mostrando que é a rainha da nossa soul music, Sandra Sá mandou hinos como “Olhos Coloridos”, presente no álbum Sandra Sá (1982), lançado pelo NRC, e “Bye Bye Tristeza”, com caneta de Marcos Valle e Carlos Colla.
O repertório continua com “Demônio Colorido” — Demônio Colorido (1980) —, “Sozinha” — A Lua Sabe Quem Eu Sou (1996) — e “Retratos e Canções” — Sandra Sá (1986). Na banda, participaram Davi Salvatierra (trompete), Erick Oliveira (sax), Lucas Obama (trombone), Misael Castro (contrabaixo), Maurício Araújo (teclado), Junior Macedo (guitarra/violão), Bebeto Sorriso (percussão) e Maikon Pereira (bateria).
Ney Matogrosso
Com 50 anos de carreira e celebrando o sucesso com uma nova geração, Ney Matogrosso também prestigiou a “mesinha”, com faixas dos Secos e Molhados e de sua carreira solo. Em “Yolanda” mostrou toda sua potência vocal, enquanto “Balada de Louco”, de Rita Lee e Arnaldo Baptista, fez brilhar o arranjo da banda.
Banda, inclusive, formada por Sacha Amback (teclados), Aquiles Moraes (trompete e flugelhorn), Everson Moraes (trombone), Felipe Roseno (percussão), Dunga (contrabaixo), Marcos Suzano (bateria) e Maurício Almeida (guitarra).
Tim Bernardes
Tim Bernardes toca com uma super orquestra, com 17 músicos sob regência do Maestro Ruriá Duprat. Ele apresentou canções do álbum Mil Coisas Invisíveis (2022), com arranjos especiais – seguindo a toada de seu espetáculo Raro Momento Infinito, de 2023. No repertório, as canções “Nascer, Viver, Morrer”, “Mistificar”, “BB (Garupa de Moto Amarela)”, “Realmente Lindo”, “Última Vez” e “Meus 26”.
Liniker
Com direito a música inédita, “Charme", Liniker apresentou faixas de Indigo Borboleta Anil(2021) — “Presente” e Caju (2024) — “Caju” e “Papo de Edredom”. Em 2018, a artista se apresentou com a banda Caramelows na versão americana do programa.
Quem acompanhou Liniker no programa foi Fejuca (guitarra), Vitor Arantes (teclado), Ana Karina Sebastião (baixo), Mackson Kennedy (guitarra), Thiaguinho Silva (bateria), Bira Junior (sax e flauta), Felipe Aires (trompete), Ed Trombone (trombone), Thais Ribeiro, Lucas Samuel, Paulo Zuckini e Ingrid Valentine como backing vocals.






