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5 matérias para celebrar o Dia do Rock e sua diversidade


Por:

Revista NOIZE

Fotos: Dacio Pinheiro; Ivy Maiga Bugrimenko; Leandro Godoi; Gustavo Koch; João Medeiros; Mayã Guimarães/Divulgação

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Nesta segunda-feira (13/7), celebramos o Dia do Rock. A data mundial foi criada em homenagem ao megaevento beneficente Live Aid, realizado em 13 de julho de 1985, quando Phil Collins sugeriu que aquele dia passasse a ser lembrado como uma celebração do gênero. Mais do que um estilo musical, o rock se reinventou ao longo das décadas, dialogando com diferentes cenas, identidades e sonoridades.

Para marcar a data, reunimos cinco reportagens da Revista Noize que mostram essa diversidade: dos 40 anos de discos fundamentais de 1986 ao protagonismo de guitarristas brasileiras, passando pelo mergulho de Catto no rock, pelo legado de Cláudia Wonder e pela história das travestis no punk rock.

1986: o ano em que o rock dominou o Brasil

Com o fim da Ditadura Militar em 1985, o sentimento que ficava era de liberdade: para experimentar e “tirar o atraso” dos anos de repressão, os jovens ocupavam, cada vez mais, os holofotes da música. O movimento já virou até tema de livros: BRock (1995), de Arthur Dapieve Dias de luta: O rock e o Brasil dos anos 80 (ano)de Ricardo Alexandre.  De Titãs e Legião Urbana a Sepultura, veja alguns discos essenciais para o rock brasileiro que nasceram em 1986.

5 guitarristas indicam seus equipamentos favoritos na hora de tocar

Para marcar o Dia da Guitarra, pedimos para cinco guitarristas nos contarem os acessórios que andam sempre com elas: pode ser pedal, cordas, paleta da sorte... De nomes consagrados, como Lucinha Turnbull, primeira guitarrista brasileira e ex-parceira de banda de Rita Lee, Bijoux Cone, guitarrista do The Gossip, passando pelo destaque do metal, Jéssica Falchi, Julie Moura, da banda Berta Lutz, fechando com a revelação de Rayane Fortes, essas mulheres e pessoas queers revelam os itens que fazem parte da relação cotidiana com o instrumento.

Catto se rende ao rock em Caminhos Selvagens 

Para Catto, o Belezas foi um álbum solar, enquanto Caminhos Selvagens chega como contraponto. Com seu tom direto e sem muitas metáforas, o novo álbum foi como um diário para a artista, mesclando histórias da vida real com a sonoridade etérea e onírica trançada na produção.

Apaixonada por ícones do rock como The Smiths PJ Harvey, Catto não nega que o novo disco traz inspirações internacionais. "Queria que o 'Caminhos’ fosse esse trabalho em que eu não tivesse medo de tocar na ferida, e não tivesse medo de ser triste" - aspecto que ela identifica nestes artistas.

Cláudia Wonder revive em livro

Em São Paulo, a porta do clube Madame Satã recebia grupos que se misturavam, de João Gordo a Grace Gianoukas, de Cazuza e Caio Fernando Abreu a turma dos Titãs. Provavelmente essa turma se misturava nas madrugadas do Madame para assistir às performances da banda Jardins das Delícias, liderada por Cláudia Wonder. Cantora punk e performer, a travesti fez história com seu show “O Vômito do Mito”. Para expandir a memória de Wonder, Dácio Pinheiro lançou o livro Cláudia Wonder - Flor do Asfalto (Ed. Ercolano), em que faz as vezes de organizador, deixando que a voz de Wonder flua e que sua narrativa seja a protagonista

"Eu vou cantar pra subir": uma linha do tempo das travestis no rock

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O rock tem, essencialmente, dois padrões: a sedução e a desobediência. A sedução dos movimentos, o quase sexual ato de tocar um instrumento; e a desobediência como base, seja de padrões, regras ou delimitações sociais. Essa liberdade transgressora se transformou em campo fértil para corpos dissidentes: pessoas trans, travestis e não-binárias encontraram, nesses sons e riffs, a possibilidade de criar novas narrativas e imaginários.



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Fotos: Dacio Pinheiro; Ivy Maiga Bugrimenko; Leandro Godoi; Gustavo Koch; João Medeiros; Mayã Guimarães/Divulgação

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