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Cesrv: DJ e produtor destaca 10 músicas fora do óbvio que estão entre suas preferidas


Por:

Vitória Prates

Fotos: Divulgação

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Em um vinil, o Lado B é onde o artista se liberta. Conhecido por guardar faixas mais experimentais e tesouros para além do apelo pop, algumas canções acabam esquecidas e outras, quando redescobertas, se tornam clássicos, é o caso de “Please, Please, Let Me Get What I Want” dos The Smiths, presente no álbum William, It Was Really Nothing (1984).

O Starlane, bar de audição em São Paulo, leva esse conceito para a pista de dança com o projeto “Side B-Artists”. Por lá, DJ’s são convidados a apresentarem seus sets de “Lado B” de ícones da música que raramente figuram nas playlists.

Lisa Uhlendorff, sócia do espaço, explica como nasceu o projeto: “A maioria dos DJs é conhecida pelo que toca publicamente o ‘lado A’. Mas todo artista carrega um outro universo, menos exposto, que o inspira. Um DJ pode tocar jazz e um rapper apresentar soul ou R&B. Aqui, o som que toca vem porque faz sentido e não porque está em alta”. 

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Por lá, já passaram Rich Medina, curador do Dante’s Hi-Fi, o turco Jonny Rock e Febem que inovou com um set introspectivo de soul. A lista continua com DJ Mau Mau, Anderson Noise, Eli Iwasa e Ney Faustini. 2026 promete ainda novas apresentações. 

Produtor do Brime e Febem, Cesrv compartilhou com a Noize dez músicas fora do óbvio que entram em seu set “Lado B”. Veja playlist exclusiva abaixo:

Milton Banana Trio - "Cidade Vazia"

“Um dos álbuns mais clássicos do jazz samba brasileiro dos anos 60 / 70 - Essa música em especial é um dos grooves mais interessantes do jazz brasileiro na minha opinião.” 

Burial - "Archangel"

“As produções do Burial sempre foram fora da curva e essa época em específico moldou muito do que viria a ser o retorno do UKG pós 2010. Um hit do underground mundial.” 

Freddie Hubbard - "First Light"

“Essa música, pra mim, é a maior definição do "Spiritual Jazz". Com certeza minha faixa preferida em todo o jazz.” 

DJ Shadow - "Midnight In A Perfect World"

“Quando o Shadow lançou o Endtroducing fez um barulho enorme na cena dos beatmakers e foi um dos responsáveis por consolidar o Abstract Hip Hop. Essa música pra mim é a composição mais rebuscada em termos de sampleamento e musicalidade.” 

DJ Shadow e Sena - "Talk to Me"

“Um marco do Trip Hop. Essa música abriu muito minha cabeça em relação a produção musical e como é possível levar a fusão do beatmaking, o jazz e o R&B para um novo patamar.”

DJ Makô - "Look"

“Nessa composição, meu amigo Dj Makô foi muito certeiro, e na época foi muito importante saber que tinham outras pessoas no Brasil fazendo um trabalho entre o hip hop e o trip hop.” 

Fela Kuti e Afrika 70 - "Sorrow Tears and Blood"

“Uma aula de musicalidade e improviso, sempre achei muito interessante como o Fela fazia seus discos de maneira livre e fluída, praticamente uma Jam Session gravada e transformada em um clássico.” 

Quasimoto - "Planned Attack"

“Madlib e suas produções completamente abstratas moldaram a minha geração e influenciaram vários MC's e produtores, eu fui um deles. Nessa música, ele consegue mesclar muito bem suas habilidades como produtor e também como MC.” 

ZAPP - "More Bounce to the Ounce"

“Uma das tracks mais influentes para o hip hop moderno, esse groove e a mistura de baixos sintetizados moldaram muito do que estava por vir nos anos 80/90, assim como é uma track muito importante para a música eletrônica e suas várias vertentes.” 

Curtis Mayfield - "Move on Up"

“Curtis Mayfield, além de ser um dos meus artistas favoritos no RnB / Soul, é com certeza um dos compositores mais influentes dessa época. Essa música é uma aula de groove e melodias cativantes.”

Por:

Vitória Prates

Fotos: Divulgação

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