
Ensaiamos hoje com Gil e Ney para o show de sexta (12) em SP no Audio Club. Tono junto!
Posted by Tono on Segunda, 8 de junho de 2015
Aquário é do fim de 2013, vocês já pensam em um próximo disco? Esse show de sexta encerra um ciclo, ou não? É... Ele não encerra porque já fizemos o show de lançamento do disco em SP e, na ocasião, praticamente todas faixas do disco estavam no repertório. Agora, a gente tá naquele processo onde novas canções vão aparecendo e a gente vai reinterpretando músicas nossas, vendo e revendo elas de maneira diferente. Imaginamos que, no ano que vem, entraremos em estúdio pra gravar um próximo álbum. A grande maioria da banda é colecionadora de disco, então temos esse apego ao formato de álbum, esse conjunto de várias músicas que formam ele. Principalmente com LPs, a gente tem essa noção muito forte de Lado A e Lado B. Então devemos nos juntar pra fazer um disco, mas nesse meio tempo gravamos bastante coisa. Gravamos uma versão de "Amor, Amor" em uma coletânea em tributo ao Cazuza chamada Agenor, gravamos uma música do Milton Nascimento, participamos da trilha de um filme... Nesse ano, vão sair ainda três discos de dentro da banda, vai sair o disco do Rafael Rocha, que é o baterista, o do Bruno Di Lullo, que é o baixista, e o da Ana Claudia Lomelino, que é a cantora. O disco dela fui eu que produzi, então o Tono vai ter três lançamentos individuais em 2015, mas o disco da banda deve sair só no ano que vem. Confira os últimos projetos do Tono abaixo: Como é o desafio de manter o Tono em meio aos outros projetos? Isso é ação e reação. Os outros projetos só acontecem pela existência do Tono, assim como o Tono só acontece pela existência dos outros projetos. O Tono é um ponto de encontro que surgiu há uns seis anos e é uma coisa que existe, é o encontro de nós quatro. Acho que ele é fundamental para que eu consiga trabalhar com meu pai, o Bruno trabalhar com a Gal Costa, etc. Você, a Maria Luiza Jobim, o Tom e o Moreno Veloso, até o Davi Moraes, de alguma forma fazem parte de uma geração de músicos que são filhos de músicos lendários. Como você se sente fazendo parte disso? Essa generalização é um pouco perigosa porque só o que temos em comum é o fato de que nascemos dentro de um contexto musical muito forte. O Davi nasceu no meio daquela loucura dos Novos Baianos, a Maria dormia com o Tom Jobim tocando piano... Eu sou amigo deles todos. Mas são contextos muito diferentes, o Davi com 10 anos já tava no palco com o pai, eu me envolvi com música mais tarde, só fui começar a tocar violão com 16, 17 anos. O fato positivo disso tudo é que eu tive oportunidade de viajar o mundo e, através do meu pai, tocar com músicos incríveis. O que é uma oportunidade única. Mas é isso. Eu fui gerado, não só biologicamente, mas musicalmente pela minha família, consequentemente pelo meu pai. Não tem muito como fugir disso. Mas, às vezes, chega a ser esdrúxulo: "Ah, mas e a sua carreira, vão lhe comparar"... Como é que você vai comparar o Moreno com o Caetano? Ou a Maria Rita com a Elis? Mesmo tendo um timbre de voz parecido, mesmo a Maria Rita fazendo o repertório da Elis, eu não consigo enxergar esse tipo de associação. A não ser a associação direta que é o fato de que a Elis Regina criou a menina, é a mãe dela. Isso é uma coisa da qual você não tem como fugir. No nosso caso é uma sorte. Mas às vezes me perguntam isso como se algum tipo de comparação pudesse me incomodar, me intimidar ou causar algum tipo de sentimento ruim. Já é difícil me comparar com a Preta Gil, que é minha irmã, imagina nos comparar com nosso pai, que é um ser único, que desenvolveu seu trabalho em outra época... Chega a ser uma perda de tempo.






