O Festival de Cinema do Rio de Janeiro dá seu pontapé inicial nesta quinta-feira, e a escolha do filme de abertura não poderia ter sido melhor (pra gente, ao menos). Na cidade sangue quente, a largada está a cargo de Pedro Almodóvar e A Pele que Habito, sua mais nova produção.
O filme conta a história de Robert Ledgard (Antonio Banderas), um cirurgião plástico obcecado em criar uma pele artificial. O que, segundo muitos críticos, torna o longa uma espécie de Dr. Frankenstein contemporâneo. Adaptação do livro Tarântula, de Thierry Jonquet, faz críticas à obsessão pelas aparências, à violência e ao conflito de classes.
Mais Almodóvar impossível.
Outra referência ao mundo das cirurgias plásticas em Pele que Habito é a onipresença do Brasil. Robert é filho de um brasileiro, e tem flashes doentios onde escuta uma garotinha com sotaque baiano cantando “Pelo Amor de Amar”, gravada por Ellen de Lima para o longa nacional Os Bandeirantes, de 1961.
Almodóvar dá a largada. Mas o Festival de Cinema do Rio de Janeiro vai de 06 a 18 de Outubro.
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