Spotify investiga comunidades do ballroom e do funk em série


Por:

Isabela Yu

Fotos: Divulgação

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O que torna um baile único? Fora a trilha sonora, são as pessoas, pelo menos é isso que o Spotify quer destacar na série documental Cultura de Baile. Com episódios de até seis minutos, disponíveis na plataforma desde a quinta-feira passada, 23/7, acompanhamos noitadas por São Paulo.

Nesta primeira temporada, são destacadas as comunidades em torno do ballroom, do funk, do tribal, do piseiro, do dancehall e da música gótica. “É difícil dar conta do Brasil, são muitos gêneros, buscamos o que difere um do outro. O tribal e o psy seriam muito próximos, por exemplo. Uma segunda temporada nos permite explorar outras searas, ainda temos muitos bailes para visitar", disse o curador cultural Carlos Costa no evento de lançamento.

Com pesquisa e narração assinadas pelo jornalista e etnomusicólogo Felipe Maia, em parceria com a produtora Pó de Vidro, o projeto traz um olhar para os bastidores das festas. Para além da curtição, esses espaços carregam códigos e simbologias próprias, seja pela montação ou pela forma de dançar.

A pista de dança é um espaço de comunhão entre pessoas que, à luz do dia, talvez não tenham tanto em comum, mas que, sob os holofotes, dividem a mesma energia. “O baile une todos nós", reflete o colaborador Lucas Simpólio. “Algo que foi falado frequentemente nas entrevistas é como o baile traz pertencimento e liberdade."

Cada programa traz uma playlist de acompanhamento com músicas que ajudam a definir o estilo musical investigado. Além disso, há entrevistas com alguns nomes que estão impulsionando suas respectivas cenas, caso do DJ Rafael Rosa, conhecido como o “Rei da Vibe", do cantor Filho do Piseiro e da performer Tanesha, mãe da House of Cabal.

Para a gerente de marketing Carinna Morena, o maior êxito do projeto foi conseguir transmitir o senso de coletividade: “A liberdade precisa ser celebrada.”

Por:

Isabela Yu

Fotos: Divulgação

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