
Na última sexta-feira (6/3) Tom Ribeira lançou Pedaço (2026), seu primeiro EP, com produção de Breno Viricimo. Já neste domingo (15/3) o artista estreia o novo repertório nos palcos, com show esgotado no Na Rotina, em São Paulo.
Em um ano de maturação, Pedaço ainda traz Tom no violão, Breno no baixo, Agenor de Lorenzi no teclado, Danilo Moura na percussão, Thomas Harres na bateria e Agnes Nunes, Mari Froes e Bruna Black no coro. Assim como Agnes, Tom começou a carreira gravando vídeos nas redes sociais, primeiro com releituras, depois com canções autorais.
Antes dos palcos brasileiros, Tom estreou na França. Em 2022 fez o mochilão pelo país e se apresentou em casas de shows na capital. Hoje, aos 24 anos, Tom cita clássicos da música brasileira como referências, incluindo Dorival Caymmi, Cartola, Adoniran Barbosa, Itamar Assumpção e Gal Costa.
Para dar vida às seis faixas, Tom revisitou suas próprias memórias, juntando pedaços de cada história. “Botucatu”, por exemplo, recebe o nome da sua cidade natal, no interior de São Paulo; “Baião de Dois” de um dos seus pratos preferidos e “Marroquinho” traz uma história de amor, com direito a trecho em francês, dos tempos que morou na França.
Confira Pedaço faixa a faixa:
"Pedaço": escrevi essa canção quando tinha 18 ou 19 anos e com um sentimento muito intenso na época de conhecer o máximo de pessoas possíveis e ser especial para essas pessoas, no amor e na amizade, deixando um pedacinho meu com cada pessoa — um afeto ou uma lembrança. Então, aos 24 anos eu nomeio este meu primeiro EP acreditando que é um pedaço meu e de outras pessoas que se envolveram com este trabalho e que, por fim, chega ao mundo”.
"Vênus ou Urano": quando compus esta canção, ela tinha um arranjo bem regional, algo que lembrava música caipira. Quando apresentei a canção ao Breno Viricimo, produtor do EP, ele sugeriu que fizéssemos um samba com ela. O resultado eu amei e é ele, um samba, que foi gravado no EP.”
"Botucatu": é uma música que eu amo demais. Ela leva consigo o nome da cidade onde nasci e representa minha essência de brasileiro, de sulamericano, que tanto quis trazer neste trabalho. Ela também representa o que é ser ‘botucudo’ (termo oriundo provavelmente da tribo indígena à qual se refere), que é como os botucatuenses são chamados. É uma canção de cunho pessoal, mas que também torna universal a linguagem do que é ter nascido na América do Sul, mas ao mesmo tempo sem fronteiras.”
"Juba": foi gravada ao vivo no estúdio com todos os músicos, e então depois adicionamos outras camadas como minhas vozes que compõem o coro. Gravada desta forma, ela arremete aos clássicos da MPB que também foram gravados desta maneira.
"Baião de Dois": essa canção fala sobre esta receita de comida com amor, com sabor, textura e afeto. Quis deixar um momento eternizado nesta canção, com minhas referências de baião, de forró e de música nordestina. Tenho um apreço muito grande por ela, até por isso a canção será a escolhida para ser a de trabalho do disco.”
"Marroquina": ela é praticamente a bônus track do EP. Ela narra um amor marroquino e se caracteriza como uma música de viagem, trazendo consigo até mesmo outra língua. Nela, canto um trecho em francês, língua que aprendi enquanto morei na França fazendo um voluntariado, viajando de carona e dormindo em casas de desconhecidos que me acolheram com muito amor. A canção é justamente o resultado desta viagem, interior e exterior, mostrando como a linguagem da canção pode ser universal.”





