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Vinil, shows e streaming na América Latina puxam crescimento do mercado musical


Por:

Revista NOIZE

Fotos: Reprodução/Pixabay; Variety

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A mídia física cresceu na indústria da música em 2025, e a tendência deve continuar. É o que aponta o Music in the Air, relatório anual do banco de investimentos Goldman Sachs, divulgado no dia 15 de outubro. Na 10ª edição do estudo, o banco previu um aumento de suas projeções de longo prazo pela primeira vez desde 2022. O mercado global de música, somando música gravada, direitos de composição e shows, deve passar de US$ 112,5 bilhões em 2025 para US$ 198,1 bilhões em 2035. A previsão é de alta de 6,7% em 2026 e de crescimento médio de 5,8% ao ano na próxima década.

As vendas de formatos físicos cresceram 8% em 2025, bem acima do 1,4% que o próprio banco previa. A receita chegou a US$ 5,4 bilhões, a maior desde 2013. O vinil, sozinho, cresceu 13,7%, com o empurrão do megahit The Life of a Showgirl, da Taylor Swift, que foi lançado em diversas versões em vinil e CD.

Ainda segundo o relatório, a alta vem da demanda de superfãs, sobretudo nos Estados Unidos, Japão e na Coreia do Sul. Para os próximos anos, o banco elevou em cerca de 10% sua projeção de receita com físicos. “Esperamos que essa tendência continue, já que os fãs passam cada vez mais a ver os formatos físicos como itens de coleção, e não como um meio de ouvir música, e os artistas incorporam cada vez mais esses formatos aos lançamentos de álbuns e às experiências de turnê”, diz o relatório.

Esse aumento é animador especialmente para o mercado latino: países como o Brasil e o México impulsionaram as assinaturas em plataformas de streaming, e a receita de música gravada na região cresceu 17,1% em 2025.

Um dado interessante: países em desenvolvimento, como os da América Latina, Índia e China, puxam esse crescimento, já que o mercado potencial deve crescer pouco nos países desenvolvidos e bem mais nos emergentes, puxado pelo aumento da população e do acesso à internet. A previsão é de que os emergentes respondam por até 75% dos novos assinantes até 2035. De acordo com o Spotify, por exemplo, a América Latina já responde por 24% dos assinantes Premium da plataforma no segundo trimestre de 2026.

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Revista NOIZE

Fotos: Reprodução/Pixabay; Variety

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