
Com exclusividade na Noize, Amabbi apresenta uma nova versão da música “Mili Mili”, acompanhada pela Orquestra Jovem Municipal Experimental. A faixa integra o repertório do seu segundo disco, Crisálida, apresentado em março deste ano. O encontro com a música orquestral faz um aceno à história das mulheres negras.
Em seu trabalho, a cantora e compositora paulista explora as sonoridades do hip-hop e do R&B. Neste novo projeto, porém, ela vai além ao se debruçar sobre a música clássica.
“Eu vejo ‘Mili Mili”, não só como uma música, mas como um posicionamento em prol das mulheres e do nosso lugar de fala,” explica a artista sobre a faixa. O título é uma referência à gíria paulistana “miliano”, que significa aquilo que existe há muito tempo. No universo de Amabbi ela se debruça sobre as mulheres negras que marcaram a música brasileira, como Elza Soares, Dina Di, Dona Ivone Lara e Dandara.
“É necessário representar as mulheres que vieram antes de mim”, diz a artista. Nesta música, ela homenageia essas mulheres como forma de reafirmar seu lugar na linhagem de artistas negras, além de celebrar os nomes que abriram caminho para a nova geração.
Com a ajuda da orquestra, esse argumento ganha ainda mais peso, pois demonstra a versatilidade do flow da artista e a sua capacidade de se adaptar a diferentes ritmos, algo que vem sendo explorado desde a estreia, em Versos e Voos (2024). Amabbi conta que está vivendo um momento de transição, no qual pretende explorar novos horizontes musicais e estéticos em seus próximos trabalhos.







