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5 destaques de “Hit Me Hard And Soft”, filme que sela parceria de Billie Eilish e James Cameron


Por:

Damy Coelho

Fotos: Divulgação/Henry Hwu, Reprodução

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Hit Me Hard And Soft: The Tour in 3D, a parceria inédita de Billie Eilish e James Cameron, estreia nos cinemas brasileiros na próxima quinta (7/5), em curta temporada [veja ingressos aqui].

A parceria improvável entre a artista pop queridinha da geração Z e o diretor conhecido por seus mega-sucessos e apostas tecnológicas para o cinema, que vão de Titanic a Avatar, mostra que deu caldo. Gravado durante a turnê do álbum Hit Me Hard and Soft (2024), o filme nasce de um momento particularmente potente da carreira de Billie. O álbum consolida a fase mais madura da cantora, ampliando uma trajetória que já soma bilhões de streams e múltiplos prêmios — incluindo o Oscar. 

Na estrada, a nova turnê rapidamente se tornou um fenômeno global, com datas esgotadas em arenas e uma estrutura de palco ambiciosa, pensada em 360° e orientada por uma narrativa visual precisa.

A Noize foi assistir à pré-estreia e destaca cinco pontos altos do filme.

1. Experiência imersiva

Você percebe que é um filme de James Cameron quando, na entrada da sessão, te dão uns óculos 3D. Mas, dessa vez, a experiência imersiva do cinema é aplicada a um show — o que é bem interessante. De fato, em certos momentos, parece mesmo que você está lá. E isso não acontece só nos takes do palco, mas naqueles mais distantes, com a câmera posicionada nas últimas fileiras da arquibancada, quando alguém da plateia levanta os braços e parece estar realmente a um palmo de você. Ou na tradicional chuva de papel.

James Cameron não poderia ter escolhido um evento melhor para estrear sua experiência como diretor de shows. Isso porque a turnê de Hit Me Hard and Soft já estava rolando quando ele surgiu com a proposta de filmá-la — incluindo a megaestrutura de palco em 360°, tudo projetado para as projeções de luzes. Há, por exemplo, um mega cubo branco por onde Billie entra, e de onde saem projeções. 

Mas Cameron, é claro, tornou tudo cinematográfico à sua maneira: chegou munido com 17 câmeras posicionadas na plateia — para dar o efeito tridimensional —, além de uma minicâmera 3D que Billie usava para mostrar sua própria perspectiva do palco e dos bastidores — mais ou menos como fez Rosalía na genial turnê de Motomami, porém, no caso de Billie, em um efeito imersivo impressionante.

Outro ponto valorizado é o show sinestésico: Billie e sua equipe pensaram em cada bloco de músicas relacionado a uma cor. O “verde Brat”, por exemplo, aparece em “Guess”, faixa em parceria com Charli xcx do Brat and It's Completely Different but Also Still Brat (2024), enquanto “What Was I Made For?”,  trilha sonora de Barbie (2023) vencedora do Oscar, é tocada sob luzes cor-de-rosa. 

O som também ajuda na experiência imersiva. Assistir ao filme em uma sala equipada com o sistema de som Dolby, como fez a redação, valoriza ainda mais o repertório do show. Escuta-se tudo com detalhes e de forma sincronizada: o sussurro de uma fã emocionada na plateia, o momento em que Billie tira o microfone do pedestal, e, claro, os graves: os beats se sobressaem especialmente em “bury a friend”. Em “Wildflower”; a voz dela sai quase cristalina. 

2. Diretor renomado (e confidente)

Já que estamos falando dele: a importância de Cameron para o filme vai além de sua experiência como mega diretor. É ele quem guia a câmera principal, voltada para Billie, durante as passagens pelos bastidores. Cameron a entrevista como um amigo e confidente, tirando dela ótimas falas: como quando Billie reflete sobre o conceito de feminilidade e sua relação como público. “Queria ser uma artista que eu admirasse enquanto fã”, diz ela.

3. Just Billie

Outro ponto é o fato de Billie ir na contramão das performances pop: no palco, nada de dançarinos ou trocas constantes de roupa. É ela cantando e interagindo com os fãs e sua banda, e só. É bonito ver ela usando seu look característico - camisas e bermudas oversized com um boné virado para trás - enquanto a câmera passa por várias meninas na plateia usando looks parecidos. 

4. Puppy Room

Ponto fofo do filme: nos bastidores, Billie, a banda e sua equipe fazem carinho em cachorros — foi iniciativa dela levar animais sob os cuidados de ONGs de doação para relaxar um pouco os ânimos durante o batidão da turnê. Ela diz que, numa dessas, adotou um cachorrinho para chamar de seu.

5. A relação com Finneas 

A relação próxima com o irmão e produtor, Finneas, também é abordada no longa. Algumas das cenas mais emocionantes são sobre o irmão — como quando Billie se lembra de ter recebido uma carta dele no início da turnê, no Canadá, já que ele não estaria presente. “Você deixa o público nas mãos como ninguém”, lê Billie Eilish na capa, emocionada.

Já no show que vemos no cinema, Finneas aparece para tocar algumas canções, incluindo “Ocean Eyes” e “Happier Than Ever”, em que os dois fazem um belo dueto de guitarras. Para os fãs, promete ser uma experiencia emocionate.

E esta não é a primeira vez que Billie lança um "diário cinematográfico" de sua turnê. Em 2021, estreou o documentário Happier Than Ever: Uma Carta de Amor para Los Angeles, disponível no Disney+. E, ao que tudo indica, Billie vai estreitar ainda mais sua relação com os cinemas: em março, a Variety apurou que a cantora estaria tentando um papel em A Redoma de Vidro, adaptação do famoso livro de Sylvia Plath, como a protagonista Esther Greenwood.

Por:

Damy Coelho

Fotos: Divulgação/Henry Hwu, Reprodução

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