
Começou com a instrumental "Druun Pt. II", do primeiro disco, ganhando o público logo de cara. Em seguida, uma música do segundo álbum, e assim o show seguiu com essa mescla de músicas dos dois discos já lançados pela banda, rolando até um som novo e inédito mais pro final (bem pesado por sinal). No telão atrás do palco, durante o show todo, apareciam imagens registradas por eles mesmos em VHS, do rolê dos caras por Nova York, filmadas aparentemente desde que a banda começou. Isso fez com que a gente entrasse no universinho DIIV e entendesse um pouco mais a panca toda. Tornou tudo muito pessoal. Mas vamos voltar para o som. Eu, pessoalmente, curto bem mais as músicas do Oshin e fiquei muito feliz de ver que eles acharam válido reservar uma boa parte do show para essas músicas mais antigas. A formação da banda mudou muito de um disco pro outro, também a sonoridade, mas o novo baterista e o novo terceiro guitarrista/tecladista somaram muito inclusive para as músicas do álbum que não gravaram. Elas acabaram ganhando uma cara mais potente (leia-se "que bandão da porra") e funcionaram muito bem ao vivo. Aliás, essa foi uma outra grata surpresa: não foi o show de um cara só. Cada um dos 5 trouxe sua personalidade pro show. Dois caras que me chamaram bastante a atenção foram o baterista Ben Newman, que foge um pouco do beat reto e mais simples característico do antigo batera, e o guitarrista Andrew Bailey. Sóbrio a 4 anos, segundo o que Zachary contou pro público ali mesmo no palco, ele deu a vida o show inteiro, mostrando o quanto é importante pro som da banda ao vivo, tocando com tanta vontade a ponto de estourar algumas cordas ao longo do show. [wonderplugin_slider id="1861"]
Essa "sobriedade" aparentemente é algo importante para eles agora. Em algum momento do show, entre um pedido e outro para aumentar o reverb da sua voz, Zach perguntou se o público tinha drogas. Assim mesmo. Naturalmente uma galera gritou confirmando, e ele só respondeu dizendo: "Resposta errada, isso não é bom pra vocês." Quem acompanha um pouco a banda nas redes sociais deve ter visto um post ou outro sobre o assunto, até mesmo sobre uma internação voluntária por parte do vocalista. O fato de eles não estarem só locões ali em cima do palco fez muito bem para o show como um todo. Eles tocaram demais, mesmo, entregaram o que tinham que entregar e ainda mais. Trocaram ideia com a galera, atenderam até alguns pedidos de música, colaram adesivos em suas guitarras e vestiram bonés e camisetas jogados no palco. Depois da loucura que foi a música "Doused", quando já tinha passado mais de uma hora de show, eles falaram: "Vamos tocar essa e fingir que vamos embora, mas depois voltamos pra tocar mais algumas." Voltaram e tocaram os clássicos do primeiro disco, "How Long Have You Known" e "Wait". Pronto. Era o que faltava pra eu considerar esse um dos melhores shows que eu já vi de bandas gringas aqui no Brasil. Sem pirotecnias, simples, de cara, bem pessoal e despido de qualquer artifício além do som pra entregar exatamente o que todo mundo estava ali pra ver. Foi foda. Já pode voltar, DIIV. Só não precisa demorar tanto tempo dessa vez, né?













