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Discoteca básica: BaianaSystem indica os discos que inspiram a banda


Por:

Revista NOIZE

Fotos: Jardel Souza

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Para decifrar a alquimia de ritmos que move o BaianaSystem, o grupo baiano aponta as referências e indica quatro álbuns fundamentais de sua pesquisa musical nesta Discoteca Básica. A seleção investiga os caminhos que conectam a tradição afro-baiana à cultura sound system. São trabalhos ajudam a compreender a fusão de percussões de terreiro, guitarras caribenhas e programações contemporâneas que fundamentam a identidade sonora da banda. Confira abaixo:

Civilização e Barbárye (2006) – Ramiro Musotto

Segundo disco do instrumentista, compositor e arranjador argentino, radicado na Bahia, e que traz o melhor momento de seu trabalho de pesquisa com a percussão afro-baiana, programações eletrônicas e uma revolução no uso do berimbau.

Vitrola Adubada (2009) – Buguinha Dub 

Disco autoral do produtor pernambucano Buguinha Dub, que traz toda a referência e sonoridade da música jamaicana dentro de uma linguagem brasileira. Traz músicas autorais e participação de muitos artistas que trabalharam com ele em diferentes projetos.

Eu Sou Negão (1987) - Gerônimo

Um disco fundamental no entendimento da música da Bahia que se destacou a partir da década de 1980. Gerônimo tem uma personalidade rítmica muito marcante, sempre revelando seus timbres caribenhos misturados aos tempos da batida no terreiro. É desse disco a faixa “Jubiabá” e o hino/canto de afirmação: “Eu Sou Negão”. 

Lambada das Quebradas (1978) - Vieira e Seu Conjunto

Primeiro disco de Mestre Vieira. Somente por esse fato, o LP é de uma importância simbólica. Mas também porque traz as primeiras, assim chamadas, “lambadas”, que era como o pessoal da época se referia às músicas com uma pegada caribenha dançante que se tocava naquele momento.

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