Festival do Rio apresenta filmes de Belchior, Elza Soares e Ney Matogrosso 


Por:

Damy Coelho

Fotos: Divulgação

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O maior festival de cinema da América Latina teve início nesta quinta (1º/10): a 28ª edição do Festival do Rio 2026 acontece até o dia 11 de outubro com programação robusta entre documentários e ficções, incluindo o representante brasileiro ao Oscar, Feito Pipa, o documentário Fernanda, sobre Fernanda Montenegro, e uma programação dedicada à música: serão exibidos filmes sobre Belchior, Elza Soares, Ney Matogrosso, Alceu Valença, Aldir Blanc, Maria Alcina, Flora Purim, Airto Moreira e Marília Mendonça. 

Sobre Belchior, o documentário Alucinação (2025), de Marcos Caetano, Renato Terra e Leo Caetano, parte de canções emblemáticas do artista — "Como Nossos Pais". "Rapaz latino-americano", "Sujeito de Sorte" e "Velha Roupa Colorida" — para construir um plano de fundo dos conflitos brasileiros nos anos 70.

Já Elza Soares é tema do documentário Elza (2026). No filme de Eryk Rocha, a artista narra suas memórias como em um diário, passando por seus desejos e reflexões na música, traçando um paralelo com o cinema brasileiro. 

Ney por Trás das Máscaras (2026), por sua vez, acompanha o artista durante os preparativos para o Carnaval 2026, quando foi homenageado pela Imperatriz Leopoldinense. Do mesmo diretor do sucesso Homem com H, Esmir Filho, o filme acompanha o artista entre ensaios e encontros, propondo uma reflexão sobre as máscaras metafóricas que criamos na vida social e a coragem necessária para permanecer fiel a si mesmo.

Outros filmes previstos na competição Première Brasil e na Mostra Retratos são Sentimento Louco (de Susanna Lira), sobre Marília Mendonça, e VIVO 76 (de Lírio Ferreira), que tem foco no terceiro álbum de Alceu Valença.

A lista segue com Flora & Airto: O Som Revolucionário (de Jom Tob Azulay) sobre o casal do jazz-fusion brasileiro Flora Purim e Airto Moreira; Aldir Blanc - Resposta ao Tempo (de Marcus Fernando e Hugo Sukman); Alegria Brasil, estrelando Maria Alcina (de Elizabete Martins Campos). Entre os documentários, uma ficção: Funk, de Aly Muritiba, que toma o funk como cenário para narrar uma relação entre mãe e filha.

O Festival do Rio conta com sessões pagas e mostras gratuitas. Confira a programação aqui. 

Por:

Damy Coelho

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