
Do álbum de 2007, eles tocaram a maioria das músicas e, novamente, deu pra ver que o público presente era mesmo fã deles, já que o coro foi constante. “Babilônia” foi uma das que mais me pareceu animar a galera já no começo do setlist (ou, de repente, foi só a minha impressão por gostar tanto dela). Outra das minhas favoritas, a belíssima “Voy Muriendo”, apareceu - uma surpresa, já que é uma das baladas mais lentinhas e é um chororô só. Foi incrível ter a oportunidade de cantar com eles “voy muriendo de a poco / voy buscando mis ojos / voy quemando tus fotos” depois de tanto ouvir no disco. Obviamente, o ponto alto da noite foi quando começou o famoso “da da da di da da da” e a plateia inteira cantou “Grafitti” a todo volume. O som segue divertido há oito anos, fazer o quê?! (Resposta: aprender o resto da letra, no caso de quem só sabe o "da da da".) Em resumo, acho que dá pra dizer que os argentinos foram fiéis às versões do álbum e fizeram um show super satisfatório. Quase previsível, só que de um jeito que só quem já teve o prazer de dissecar um mesmo álbum por milênios sabe como é bom. E desconfio que esse era o caso da galera presente naquela noite. Na saída da banda, eles pararam pra conversar com quem estava ali na pista, e eu aproveitei pra descolar uma entrevistinha rápida. Os queridíssimos me atenderam prontamente - suspeito que até agora não entenderam que o nome da revista era Noize, mas tudo bem, toparam numa boa. Perguntei como estava sendo a recepção do Brasil e eles disseram “Incrível! Temos sido recebidos de uma maneira maravilhosa, que jamais teríamos imaginado (...) Isso é maravilhoso e, por ser algo que não foi planejado, tem um efeito muito louco em nós”. Quando perguntei como era ver um público daqui cantando todas as letras daquele mesminho álbum que lançaram há tanto tempo, eles foram igualmente adoráveis: “É muito estranho, porque [mesmo sendo tão perto] é outro país e, pra gente, isso de nos conhecerem tanto, é novidade. Tomara que possamos continuar criando coisas novas e isso siga se repetindo”. Eles contaram ainda que já vão começar a gravar um álbum novo, que deve sair em março ou abril (YAY), e que a ideia é seguir voltando pra vizinhança brasileira. Que boa notícia, né?! Tomara que eles consigam manter a identidade dos primeiros trabalhos, com suas melodias doces e letras de uma delicadeza encantadora. Eu certamente adoraria ter mais um disco desses pra ouvir até do avesso.





