Por dentro dos festivais: saiba como foi a quinta edição do Queremos!


Por:

Lucas Vieira

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A quinta edição do Queremos! Festival aconteceu na Marina da Glória, no Rio de Janeiro, no último sábado, 13 de abril. Celebrando a diversidade da música contemporânea, o evento apresentou programação que incluiu artistas de gêneros como indie, jazz, rap e MPB.O line up se dividiu em dois palcos, com atrações nacionais e internacionais em performances memoráveis, marcadas também por sua pontualidade. Veja a nossa lista com cinco shows marcantes da quinta edição do Queremos! Festival:

Adi Oasis

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Com o groove de seu baixo e o poder da sua voz, apoiada pela bateria enérgica de DRUVVY e os sons múltiplos dos teclados de Ben Jamal Hoffmann, Adi Oasis fez a plateia dançar ao som de muito soul e funk.

No palco, a artista esbanjou carisma e virtuosismo tanto no instrumento, quanto na voz. Com repertório baseado majoritariamente em seu álbum mais recente, Lotus Glow (2023), a cantora incluiu no setlist uma versão de “Onda”, clássico da black music nacional eternizado por Cassiano no disco Cuban Soul: 18 Kilates (1976). Um show para olhos, ouvidos e quadris.

Alfa Mist

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Passagens instrumentais marcantes, solos vibrantes de trompete, viradas pesadas de bateria, fraseados melódicos de guitarra, o timbre inconfundível do piano elétrico e um contrabaixo que fez as caixas de som do festival tremerem marcaram o show do pianista Alfa Mist, que tocou em formato de quinteto.

Embora o virtuosismo dos músicos tenha sido brilhante, arrancando aplausos da plateia após os solos, o momento mais marcante do show foi a apresentação da faixa “Aged Eyes”, cantada pela baixista Kaya Thomas-Dyke. Um dos artistas mais esperados pelo público, o jazzista entregou uma performance memorável.

Devendra Banhart

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Após sete anos sem tocar no Brasil, Devendra Banhart retornou em grande estilo, com seu som indie de repertório dividido entre momentos para dançar e outros para viajar. Com um vestido de cortes retos, o artista apresentou faixas de seu álbum mais recente, Flying Wig (2023), além de clássicos de diversas fases de sua carreira e até covers de Madonna (“Don’t Tell Me”, cantada pela tecladista Sofia Arreguin) e da canção popular “Marinheiro Só”.

Durante o show, Devendra conversou por várias vezes com a plateia. Misturando inglês e portunhol, convocou um momento de respiração e relaxamento, pediu para que as pessoas olhassem para a “lua doce” que fazia naquela noite, aceitou pedidos de músicas do público e até convidou uma fã que viveu uma história inusitada em sua última vinda ao Brasil para cantar uma música. Sem dúvidas, a apresentação foi um dos pontos altos do Palco Bosque.

Djavan

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Levando ao Queremos! o show da turnê “D”, Djavan fez uma apresentação impecável, testemunhada pela plateia mais cheia do festival. No palco, o artista estava completamente à vontade. Acompanhado por banda experiente e muito técnica, o artista dançou, se desfez de casacos, vestiu boné e óculos escuros e interagiu bastante com o público.

O show teve início com gravação de manifesto lido por Sonia Guajajara, Ministra dos Povos Indígenas no Brasil. No telão, pinturas de artistas indígenas e urbanos eram exibidos ao longo do show. O público cantou do início ao fim o repertório repleto de clássicos da carreira de Djavan. Em muitos momentos, o cantor foi aplaudido no início, no meio e no final das músicas.

O momento em que Djavan sentou-se e cantou “Meu Bem Querer” sozinho ao violão, dedicando a canção a todas as minorias, foi o ponto alto do show, em que um mar de celulares subiu para registrar a performance intimista. Com quase duas horas de apresentação, Djavan entregou uma noite inesquecível.

Lenine e Suzano

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Lenine e Suzano levaram a energia que gerou Olho de Peixe há 30 anos. Celebrando a data, a dupla se apresentou em um encontro histórico ao lado de Carlos Malta (sopros), Negadeza e Raquel Coutinho (vozes e percussões), Jovi Joviniano e Gabriel Policarpo (percussões). Com arranjos fiéis à gravação original, a apresentação agitou a plateia, que passou o show inteiro cantando e dançando.

A sintonia entre os músicos e os diálogos entre flauta e violão foram os destaques do show. Marcos Suzano liderou os instrumentos rítmicos e, em muitos momentos, soava como uma bateria inteira sozinho, apenas com o pandeiro nas mãos. Com “Leão do Norte”, a dupla levou a plateia ao delírio. O show terminou com “Hoje Eu Quero Sair Só” e o medley “Pernambuco Falando Para O Mundo”. No encerramento, a animação feita a partir da capa do disco deu lugar a duas telas que exibiram os créditos dos autores das canções, instrumentistas e equipe técnica, prática que deveria ser adotada por todos os artistas.

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Lucas Vieira

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