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Robert Pattinson: conheça a relação do ator com a música


Por:

Giulia Cardoso

Fotos: Divulgação

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Robert Pattinson está de volta ao centro dos holofotes. Somente neste ano, estrelou longas aguardados como O Drama (2026) e, agora, o épico A Odisseia (2026), novo longa-metragem dirigido por Christopher Nolan no qual interpreta o vilão Antínoo. Aproveitando o momento de destaque do ator britânico, confira a sua longa relação com a música.

Durante a juventude na Inglaterra, Pattinson mantinha a criação sonora como prioridade. O ator tocava piano desde a infância e, mais tarde, adotou o violão para explorar composições inspiradas pelo blues e rock alternativo. Sob o pseudônimo Bobby Dupea — em homenagem ao personagem de Jack Nicholson no clássico Cada Um Vive Como Quer (1970) — ou ao lado da sua banda de adolescência, Bad Girls, o britânico ele tocava violão e cantava as próprias composições

A transição para Hollywood acabou por expor essa faceta compositora em grande escala. Ao assumir o papel do vampiro Edward Cullen no longa-metragem Crepúsculo (2008), Pattinson também interpretou duas canções: "Never Think", que assina como coautor em parceria com Sam Bradley, e "Let Me Sign", composição de Marcus Foster e Bobby Long

Apesar da enorme repercussão e dos pedidos para entrar de vez no mercado fonográfico, Pattinson optou por recuar. O impacto da trilha sonora rendeu pedidos por um álbum de estúdio, mas o ator preferiu conter as expectativas do mercado. Em entrevista ao jornal Los Angeles Times, em 2008, Pattinson explicou o receio de mercantilizar a própria arte: "Eu nunca cheguei a gravar nada — só tocava em pubs e coisas do tipo — e realmente não queria que parecesse que eu estava tentando lucrar com isso. Espero que não passe essa impressão".

Parceria com Death Grips

Robert Pattinson também expandiu-se através de pontes improváveis no circuito alternativo. Uma das colaborações mais célebres ocorreu no álbum Government Plates (2013), do experimental de hip-hop Death Grips. Na ocasião, o ator gravou uma linha de guitarra pelo gravador do próprio celular e enviou o arquivo ao grupo, que mostrou e processou o som para construir a faixa "Birds".

Anos mais tarde, o cinema e a música voltaram a se manifestar no trabalho com a cineasta francesa Claire Denis. Para a ficção científica High Life (2018), Pattinson assumiu os vocais da melancólica "Willow", canção composta por Stuart A. Staples, líder da banda britânica Tindersticks. No mesmo período, o ator voltou a cantar e a tocar violão no western cômico Damsel (2018), assinado pelos irmãos Zellner, interpretando a autoral "Honeybun".

Fora das telas, a música também faz parte de sua vida pessoal. Desde 2018, Pattinson mantém um relacionamento com a atriz e cantora britânica Suki Waterhouse, que tem uma carreira na cena indie-pop com os álbuns I Can't Let Go (2022) e Memoir of a Sparklemuffin (2024).

Mesmo com participações ocasionais em trilhas sonoras e projetos de artistas da cena alternativa, Robert Pattinson não transformou a música em uma segunda profissão. Em vez disso, prefere mantê-la como uma expressão criativa paralela ao cinema, escolhendo colaborações pontuais que despertam seu interesse. Entre composições autorais, interpretações para filmes e parcerias improváveis, o ator segue cultivando uma relação discreta,  mas constante, com a música.

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Giulia Cardoso

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