
Nesta quinta-feira (26/2) estreia A História do Som. Dirigido por Oliver Hermanus, o romance histórico traz a música folk como fio condutor para contar uma história de amor e memória. Ambientado em 1917, o longa acompanha Lionel (Paul Mescal) e David (Josh O'Connor). Os músicos se conhecem no Conservatório de Boston e engatam em um romance, unidos pelo amor às canções tradicionais. Juntos, partem em uma jornada pelo interior do país para registrar músicas.
A Noize já assistiu o filme e traz cinco fatos sobre A História do Som:
Folk como ponte cultural
Em entrevista à Vogue, Paul Mescal comentou as semelhanças que percebeu em cena entre a música folk norte-americana e as canções tradicionais irlandesas. “A melodia me lembra muito o Sean-nós que eu ouvia nos pubs em casa”, disse o ator. Assinada por Oliver Coates, a trilha sonora de A História do Som traz desde "O Salutaris Hostia", hino católico escrito por Lorenzo Perosi até "Atmosphere" de Joy Division.
Cantando de verdade
Mescal e O’Connor não apenas interpretam músicos, mas cantam de verdade no filme. Em conversa com Jimmy Fallon, Mescal contou que começou a cantar ainda na escola, em musicais, tendo sido O Fantasma da Ópera sua primeira experiência no palco.
O’Connor, por sua vez, aprendeu a tocar piano especialmente para o longa, mas sua relação com a música começa antes, já que, na adolescência, o britânico também integrou a banda Orange Output. “Cantar com alguém possibilita uma conexão espiritual com outra pessoa”, declarou o ator ao canal Man On Red Carpet.
Amigos de longa data
A conexão entre Paul Mescal e Josh O'Connor começou muito antes de A História do Som. Depois de assistir à série Normal People (2020), O’Connor comentou com seu agente que havia se impressionado com o trabalho de Mescal e que gostaria de conhecê-lo. Foi então que descobriu que os dois compartilhavam o mesmo representante.
Em 2020, ainda durante a pandemia, eles marcaram uma chamada por Zoom, o primeiro contato de uma amizade que se fortaleceria nos anos seguintes. Mescal, por sua vez, já admirava o colega: na época da faculdade, havia assistido a God's Own Country (2017) e se tornado fã da atuação de O’Connor. Quando finalmente dividiram a tela, a sintonia já existia, algo que transparece na delicadeza e na cumplicidade construída em cena.
O autor que virou roteirista
O livro The History of Sound é uma coleção de contos interconectados do escritor Ben Shattuck, e a adaptação para o cinema foi um passo que ele mesmo quis liderar. Shattuck permitiu o filme do conto homônimo com uma condição clara: ele queria escrever o roteiro.
O longa demorou cinco anos para ganhar vida e, nesse período, Shattuck falou várias vezes com o diretor Oliver Hermanus para expandir a narrativa de um conto curto para uma obra de duas horas. “Depois de cada conversa, eu voltava para minha mesa e trabalhava no roteiro”, comentou o autor, em entrevista à Interlocutor.
Preservação da memória
O longa reforça a importância da música para a memória cultural e social de um povo. Ao viajar pelo interior do país para gravar antigas canções, os protagonistas assumem a missão de preservar a tradição folk para as futuras gerações. A História do Som celebra a escuta como forma de resistência e a música como elo capaz de atravessar o tempo.















