
A tendência não é só internacional, muito menos um fenômeno isolado: o interesse pelo mercado do vinil vem crescendo exponencialmente, inclusive no Brasil. Dados do Google Trends apontam o crescimento da busca pelo termo “discos de vinil”. Foi um aumento de 30% de agosto de 2025 até o mesmo período de 2026.
Ao categorizar a natureza das buscas, percebe-se um público que não procura apenas o disco em si, mas todo o ecossistema de uso: a categoria de equipamentos e tocadores (como “toca-discos” e “vitrola”) lidera o volume de pesquisas, seguida por manutenção e conservação, a exemplo de “como limpar disco de vinil”.
A parcela restante das buscas divide-se entre a intenção de compra física (“sebo de vinil perto de mim” e “discos raros”) e a busca por artistas específicos associados ao formato. Nesse recorte musical, os dados mostram uma relação entre a nostalgia da MPB e o pop contemporâneo, com buscas constantes de artistas como Gal Costa e Rita Lee coexistindo com fenômenos como Taylor Swift e BTS.
Esses números acompanham pesquisas de mercado recentes, inclusive as focadas no espectro brasileiro. Segundo relatório da Pro-Music, as mídias físicas registraram uma alta expressiva de 25,6% em 2025, movimentando cerca de R$ 24 milhões. Essas vendas foram impulsionadas principalmente pelos discos de vinil: os bolachões puxaram 13,7%, o que registrou seu 19º ano consecutivo de crescimento. É a prova de que um público novo e mais experiente no segmento, simultaneamente curioso pela mídia física, transformou o vinil numa categoria de crescimento genuíno e constante.





