toca-discos

Entenda de vez as diferenças entre vitrola e toca-discos


Por:

Pedro Figueiredo

Fotos: Reprodução/Unsplash

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Se você é um amante do disco de vinil, provavelmente já se questionou sobre qual é o aparelho mais adequado na hora de montar seu setup. Na busca pela melhor escolha, muitas pessoas esbarram na dúvida entre uma vitrola ou um toca-discos. Você sabe a diferença?

Basicamente, a vitrola é um aparelho único em que componentes como amplificador e caixas de som já estão integrados. Já o toca-discos é responsável por girar o disco e fazer a leitura dos sulcos por meio da agulha, sendo necessário conectá-lo a outros equipamentos, como amplificador e caixas de som, para reproduzir a música.

O empresário do ramo de aparelhos de som e restaurador Luiz Antônio Teixeira da Silva, conhecido como Rei do Som, explica também que há uma confusão em relação às nomenclaturas no que diz respeito às diferentes regiões do país, mas explica que a diferença com base em aparelhos no passado: “Antigamente nas décadas de 1960 a 1970, tinha as vitrolinhas portáteis que o pessoal chamava de vitrola e as maiores que eram móveis eram chamadas rádio vitrola. Elas vinham com o toca-discos e o rádio embutidos no móvel.”

As diferenças da vitrola

A vitrola é um aparelho único, que funciona como um “toca-discos com amplificação própria para as suas caixinhas”, explica Luiz. Basta colocar os discos e ouvir a música. Alguns dos modelos mais famosos são aqueles em formato de maletas que, em alguns casos, contam ainda com entrada USB, conexão Bluetooth e alcance de sinais de rádio.

É importante ressaltar que no que diz respeito à qualidade do som emitido, esses aparelhos podem não ter a melhor das performances. “Quando se quer massificar isso, precisa reduzir o custo. E para isso, vai reduzir também a qualidade dos componentes. Então, aparelhos mais baratos, normalmente são inferiores na qualidade.” explica o especialista.

O que faz o toca-discos

Este aparelho — que “algumas pessoas chamam de pick-up”, como lembra Luiz — por sua vez, tem como função girar o disco e fazer a leitura dos sulcos do disco através da passagem da agulha por ele. O toca-discos precisa estar conectado a um amplificador e caixas de som para que sua função seja desempenhada.

A qualidade da música nesse tipo de sistema de som costuma ser superior. Luiz explica os fatores que podem definir isso: “Para ter uma leitura melhor, ele tem dimensões melhores, ele tem peso diferenciado, o prato é mais pesado para dar estabilidade, a cápsula tem mais qualidade, agulha com ponta de diamante.”

O restaurador ressalta, no entanto, que cada aparelho cumpre uma função e há públicos para ambos os tipos de sistema de som, mas que o diferencial acessível da vitrola faz com que mais pessoas possam adquirir este tipo de aparelho. 

Por:

Pedro Figueiredo

Fotos: Reprodução/Unsplash

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