Dingo Bells: música, artes plásticas e bar


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Revista NOIZE

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_por Bru Valentini e Karla Wunsch _fotos: Bru Valentini Na última quinta-feira, 21, o bar Ocidente, em Porto Alegre, ficou com um quê de galeria de arte. Idealizado pela banda Dingo Bells, o projeto une artes plásticas com música. Um show-exposição que contava com obras de arte baseadas nas composições do trio. Quem assumiu as criações foram os artistas Eduardo Taborda e Joana Burd, que segundo o cantor, tecladista, baterista e "multi uso" da Dingo Bells, Rodrigo Fischman, tiveram total liberdade e acabaram indo além da interpretação que a banda deu às próprias músicas: “eles deram significados que nem tinhámos nos dado conta. Descobrimos depois, com eles.” Tudo lá transpirava surrealismo - assumidamente inspirado em Salvador Dalí. E além de vários quadros e esculturas, o evento ainda contava com o lançamento de camisetas feitas pela estilista Laura Kaufmann e pela designer italiana Erica Merlo. O que vimos foi um público animado e feliz. No maior clima de aconchego. Rodeados pelas obras, eles tocaram seu único disco - Dingo Bells, lançado em 2010 - e interpretaram gigantes do folk como Neil Young e Fleet Foxes. Aliás, a banda tá nessa vibe: “Usamos muito a voz, piramos nas cordas vocais e o folk tem muito disso”, explica Fischmann. Hélio Flanders, da Vanguart, marcou presença no show, e empunhou o microfone pra cantar o velho Young, além de sua famosa “Semáforo”. Aliás, Flanders já andou pelos estúdios com os caras, gravando o novo single da banda, “Lobo do Mar” - presença garantida no segundo álbum da Dingo. Provando sua versatilidade, a banda não deixou nem Erasmo, nem Roberto Carlos de fora. Dessa vez, acompanhados pelo "mestre da banda", o músico Frank Jorge. A festa terminou com o povo pedindo bis. E com os – sempre bem humorados – garotos conduzindo o baile: “A gente tá mais afim disso [bis] do que vocês”. Pra logo tocar um “Parede Roxa” e fazer o público levantar os bracinhos e dançar junto até acabar. Se as obras saíram das músicas, qual a inspiração pras canções, então? Fischmann é afiado: “arte é arte, uma coisa alimenta a outra, é cíclico.”
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