
O site Headphonesty fez uma enquete bem interessante com seus leitores no Facebook: levando em conta que se trata de um site especializado em audiofilia, eles perguntaram quais as caixas de som favoritas do público quando o assunto é exaltar a potência do grave e cruzaram com as informações técnicas que a própria redação compilou em testes de cada equipamento.
A lista final foi pautada na diversidade: tem caixas para todos os gostos, desde aquelas que destacam as cornetas até aquelas com woofers maiores (um alto-falante projetado justamente para reproduzir sons mais graves), de lançamentos mais recentes até aqueles que não abrem mão dos equipamentos mais vintage.
Confira o top 10 desta lista com as especificidades de cada escolha:
1. Cerwin-Vega D-9
Essa caixona dos anos 1980 conta com um alto-falante de grave enorme, de 15 polegadas. Toca muito alto com pouca potência, mas, em músicas com graves pesados, pede um amplificador forte. Por ser antiga, quem compra usada pode optar por restaurar os alto-falantes.
2. JBL L100
Com design atraente, essa caixa nasceu de um monitor de estúdio dos anos 1970 e virou um dos modelos mais famosos da marca. O grave é cheio e vibrante. A versão atual mantém essa pegada, mas também pede um bom amplificador, segundo nossos audiófilos.
3. Klipsch Klipschorn
Já essa, com design amadeirado, foi feita para brilhar em qualquer sala, preferencialmente no cantinho, já que as paredes ajudam a “empurrar” o grave. É uma das caixas mais eficientes segundo a publicação, por tocar alto com pouca potência. Em compensação, fora do canto, perde parte da força. Custa cerca de US$ 15 mil o par.
4. Polk Audio R700
Essa caixa (que mais parece uma torre) tem dois alto-falantes de grave. É fácil de usar: não exige um amplificador especial e, com um receiver comum, toca dubstep e drum and bass como se você estivesse em uma balada. Com um subwoofer, porém, pode deixar sua sala com acústica de cinema.
5. PMC Fenestria
Uma caixa de luxo: custava cerca de US$ 65 mil o par, tem 1,7 m de altura e 80 kg cada. O grave passa por longos túneis internos, o que o deixa profundo e limpo mesmo em volume alto. Precisa de muita potência e de instalação profissional.
6. KEF Q11 Meta
Outra enorme caixa, mas mais recente no mercado, esta conta com três alto-falantes de graves e tampões de espuma que ajudam a ajustar o som ao tamanho da sala. O ponto fraco é que ela exige bastante do amplificador.
7. Definitive Technology BP2000
É a exceção da lista: o subwoofer está lá, só que escondido dentro da caixa, com amplificador próprio e controle de volume do grave. Faz a sala tremer, mas distorce um pouco nas frequências mais baixas. Segundo a publicação, custava US$ 3.000 o par em 1995.
8. Infinity Kappa 9
Alta (1,5 m) e fina, com dois alto-falantes de grave em cada caixa. Essa gigante tem um modo que deixa o grave ainda mais intenso, mas pede amps mais robustos, segundo a publicação.
9. MartinLogan Quest Z
Esse híbrido de 1993 conta com um painel fino que cuida dos agudos e médios, enquanto um alto-falante comum assume o grave. Falta corpo no grave intermediário, o que deixa o som de um baixo meio fraco. Também pede um amplificador forte.
10. Design Acoustics PS-10
Lançada em 1983 por US$ 500 o par, tem um desenho curioso: o alto-falante de grave fica virado para o chão, e o som sai por uma fresta de uma polegada entre a caixa e a base. Na prática, entrega graves limpos e firmes até certo ponto, mas perde força nos graves mais profundos. As versões lançadas depois tiveram mudanças internas, então o som pode variar de um exemplar para outro.
Dá para comprar no Brasil?
Boa parte da lista saiu de linha há décadas, e esses modelos só aparecem usados, em classificados e lojas de áudio vintage lá fora. As caixas que ainda são fabricadas costumam chegar como importadas, em lojas especializadas ou como compra internacional nos marketplaces, e custam bem mais por aqui por causa de impostos e frete.



















