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Infinito Latente estreia em álbum pop em estilo “coming of age”; leia faixa a faixa


Por:

Revista NOIZE

Fotos: Divulgação/Igor Sganzerla e Retalho Music

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Lançado nesta quinta-feira (22), Sem Início Nem Fim (2026) é a estreia de Infinito Latente. O quarteto paulistano se uniu ao produtor Gabriel Olivieri — que já trabalhou ao lado de Maglore, Fernando Motta e eliminadorzinho — para o primeiro álbum. 

Formado por Maira Bastos (voz), João Dussam (voz e violão), Igor Sganzerla (teclado) e Pedro Sardenha (baixo) o grupo nasceu no interior paulista, em São Luís do Paraitinga, e, para gravação do álbum, se dividiu entre a capital e o Vale do Paraíba. 

“O disco é sobre se jogar. Fala sobre o movimento do tempo e chegar a um lugar onde podemos experimentar o sentimento de liberdade. Por isso, há músicas que evocam sensações de mudança, desejo e paixão”, explica a vocalista. 

Indie pop, nova MPB e toques de jazz se unem  nas 11 faixas. Os dois singles divulgados anteriormente — “Fora do Ar” e “Deixa Eu” — pavimentaram o caminho para o que vinha por aí. Maíra e João se dividiram neste faixa a faixa exclusivo para Noize. 

Confira Sem Início Nem Fim

“Amanhãs Azuis”: é a música que abre os caminhos do disco como um amanhecer de verão.  “Mil amanhãs azuis” diz sobre sobre ansiar o que é belo e prazeroso. Quando a gente fala em motivos pra acreditar, queremos dizer sobre ter motivação pra continuar a ser quem se é ou o que se pode ser.

“Fora do ar”: uma das músicas que o Gabriel Olivieri, produtor do disco, mais curtiu quando a gente mostrou nosso repertório pela primeira vez. Com ela, queremos falar sobre possibilidades de ser e estar, sobre diferentes formas de podermos nos redescobrir e nos conectar.

Fica Bem”: nas gravações, ficava nítido que essa seria uma das preferidas. Fala sobre a possibilidade de olharmos as situações de fora e de dentro, de procurarmos pensar em diferentes perspectivas. Fala sobre a vontade de melhorar, de se reerguer. É uma música que traz nossa intensidade, fala sobre amor, sobre imprevisibilidade, sobre o inexplicável. 

Cores”: foi feita para o Woody, o cachorro morador do Bangue Estúdio, que fica em Taubaté e foi nossa primeira casa da música quando começamos. Woody era um amigo que convivia conosco olhando o horizonte, esperando o Michel, seu dono, chegar. A música surgiu desse mote de olharmos pra ele, quase como se tivéssemos falando com ele. Fala sobre o tempo, sobre observar, das coisas acontecendo no mundo imenso e a gente na nossa pequenice, como um grão de areia.

Deixa Eu”: foi um exercício de composição de fazermos uma canção mais curta, sem um refrão definido. Traz uma letra mais direta falando de desejo, de amor e partiu da vontade de falar sobre algo mais explícito. Acho que a canção capta bem esse clima de afeto e tesão da letra.

Gota por Gota”: uma música que traz a marca da nossa latinidade. Fala sobre a vontade de se entregar, fugir e se encontrar em algum lugar onde viver, amar e desejar seja algo simples.

De Canto”: me veio com uma brincadeira rítmica nos primeiros versos. Fala sobre quando a pessoa fica observando a gente de longe, querendo disfarçar o desejo. Fala sobre tomar a frente e se entregar nessa brincadeira do flerte.

Aqui Dentro”: tem uma curiosidade interessante. Numa sessão de gravação após um take de Archanjo dos Santos (percussionista), que estava gravando papel celofane para simular sons de chiado de chuva, em meio ao transe das gravações a Maira soltou “é disso que eu quero morrer, gente”. A frase foi captada e pela sensibilidade do Gabriel virou a abertura da faixa. É uma canção que fala da gente se achar, da passagem do tempo. Procuramos um arranjo mais lo-fi com o sentido de demonstrar nossa essência, como se fosse nós por nós onde estamos envolvidos em todos os processos.

Quantas Vidas”: canção que foi resgatada do baú. Uma música que fiz para meu gato Chico que sempre estava presente em nossos ensaios dormindo nas bags dos instrumentos. Chico tinha a mania de fugir de casa pra dar uns roles pra rua. Certo dia cheguei e me deparei com Chico na janela, com a janela toda aberta, mas ele não havia fugido, estava sentado observando a vista apenas. Peguei o violão e olhando pra ele na janela ela veio quase inteira como é. Foi um exercício de composição tbm de uma canção mais curta, sem refrão definido.

“Nosso Quadro”: versa sobre se descobrir amando alguém. É uma canção de Igor, tecladista da banda, e escolhemos ela por trazer um cenário urbano que queríamos retratar no álbum. Originalmente foi composta como um samba, mas aí foi transformada a partir de algumas variações melódicas e rítmicas. Havia em nós o desejo de tirar um som de guitarra, algo mais gritado. Nas gravações, as guitarras foram gravadas cada hora por uma pessoa, no improviso, e depois, o Gabriel montou o quebra-cabeça.

Motivos Bonitos”: amarra o final no início, ficando como algo cíclico, sem início nem fim, onde os motivos bonitos encontram motivos para acreditar. Representa um anseio nosso do que há por vir, fala sobre termos inspiração pra continuar criando universos em canções. Tínhamos o desejo, desde o início, de ter pelo menos uma faixa de piano e voz. Essa foi a escolhida. 

Por:

Revista NOIZE

Fotos: Divulgação/Igor Sganzerla e Retalho Music

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