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O horror funk de Katy da Voz e as Abusadas em “A Visita”; “É o nosso trabalho mais diferente”


Por:

Vitória Prates

Fotos: Divulgação/Gabriel Renné e Mateus Aguiar

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A Visita (2015) — filme de M. Night Shyamalan — já se tornou um novo clássico do terror. O filme acompanha dois irmãos que vão visitar os avós em uma fazenda remota e descobrem um segredo chocante. O longa inspirou Katy da Voz e as Abusadas para seu novo álbum: A Visita (2025).

A homenagem não está só no título, mas em toda estética da produção. Elas, que são grandes fãs do gênero, continuam a lista de influências com A Hora do Pesadelo (1984) e Possessão (1981). O trio também tem suas personagens favoritas. “Muita gente nos compara com The Hex Girls, daquele episódio do Scooby Doo [risos]”, diz Katy. 

Queridinhas da cena underground, o trio paulistano é formado por Katy da Voz, Palladino Proibida e Degoncé Rabetão. Rapidamente, elas se tornaram uma promessa do funk e da música eletrônica com seu som pesadão e performance teatral. Vale ainda conferir o álbum Atormentadas y Remixadas (2024), com versão deluxe lançada no mesmo ano.

Elas acabam de finalizar a turnê Halloween da Pabllo, acompanhando Pabllo Vittar. “Casou perfeitamente com o momento em que estamos vivendo. Na época do Halloween, gostamos de trazer uma estética de horror, uma versão atualizada de filmes clássicos do gênero”, diz Palladino.

Além dos filmes, a grande homenageada do álbum é Claudia Wonder. A artista fez história na noite paulistana nos anos 80, tanto à frente da banda Jardins das Delícias quanto como performer. Atriz, cantora, escritora e ativista, ela tornou-se um ícone. 

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Quando questionada sobre como o legado de Claudia é traduzido em A Visita, Katy explica: “Me inspirei em suas composições irônicas. Me vejo nela na época em que se apresentava no Madame Satã, naquela banheira cheia de sangue, uma verdadeira rockstar”. 

Produzido por CyberKills, Carlos do Complexo e Fuso!, as 10 faixas unem o punk, funk e a música eletrônica e participações de Linn da Quebrada e MC Taya. “É nosso trabalho mais diferente. Trouxemos letras um pouco mais maduras, buscando novas formas de expressão, mas sem deixar de lado a essência das abusadas”, explica Palladino.

Por:

Vitória Prates

Fotos: Divulgação/Gabriel Renné e Mateus Aguiar

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