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Leve e dançante, “Magik”, de RoB Love, é a nova aposta de Kassin e Mario Caldato Jr.


Por:

Revista NOIZE

Fotos: Divulgação

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Lançado nesta quarta-feira (21/1), Magik (2026) é o terceiro álbum de RoB Love. A recifense se uniu aos produtores Kassin e Mario Caldato Jr no projeto que versa sobre a busca constante pelo amor e espiritualidade, com letras em inglês e português, em som pop e vibrante.

Em um processo colaborativo, Rob Love dividiu a caneta para compor nove das 12 faixas: “No More”, “Radio Love”, “Reggae Bom”, “Let Go”, Sexy Ganja”, “Devagarinho”, “Maré Viva”, “Soldier” e “Burn”, reunindo um time com Jonathan Ferr, King Saints, Dora Sanches, Mariana Volker, Gabriel Moura, Marina Afares, Jairo Pereira, William Paiva, Charles Silva e Gabriel Geraissati. 

Das composições autorais, "High and Free" foi inspirada em sonho da filha, Filipa, e deu pontapé no projeto. Magik (2026) é o segundo álbum autoral da artista — depois do homônimo de 2021 — Ela, que também já lançou releituras de Bob Marley em RoB canta BoB (2023), continua louvando o reggae e também cita Burning Spear, Gregory Isaacs e The Abyssinians como referências. 

“Essas músicas representam o meu desejo de falar sobre temas sombrios de forma amorosa, através da poesia. Sou de Recife, estou acostumada com os contrastes sociais, do paraíso lado a lado com a desigualdade. Trago de Chico Science a lição de que é importante mexer no caldeirão para chegar em algo novo”, diz a artista. 

Confira Magik faixa a faixa:

“No More”: primeiro single e o fio que liga todos nós. Composta em parceria com Jonathan Ferr, King Saints, Dora Sanches e Mariana Volker, fala do início e da conexão com nós mesmas, de desapegar do que não faz sentido e se conectar com o que importa, com nossa essência e abraçar a intensidade. 

“High and Free”: surgiu de um sonho da minha filha. Ela acordou muito angustiada e me contou o sonho, em que as pessoas ficavam suspensas no céu, como nuvens, separadas por grupos e as crianças estavam longe dos adultos, cercadas por grades. 

Essa história me bateu muito forte. Tem a ver com o momento que a gente vive, com todo mundo separado, negando as verdades do outro, vamos perdendo a interação entre diferentes ideias e se enjaulando. Como serão as gerações futuras em um mundo tão dividido? A única solução da humanidade é a união. 

“Radio Love”: expansão, propagação, ondas do rádio, som e da minha intenção com a música: propagar o amor. De uma forma simples, ela é a faixa foco do álbum, mostra o que eu almejo: “Deixa eu tocar na sua estação, love love”, que é tocar as pessoas com meu som. O amor é a solução para todos os nossos problemas, não existe medo e nem injustiça. É uma música gostosa de cantar, a leveza representa o álbum. 

“Let Go”: fala sobre se soltar e deixar o universo trabalhar. É uma forma de combater a minha ilusão de querer controlar todas as coisas. A maior parte da canção é em inglês, mas inseri também uma parte em português, que traz uma interpretação de conceitos do TAO, da filosofia chinesa, que compus ao lado do William Paiva.

“Maré Viva”: sobre união: nós, seres humanos, somos pequenos, mas juntos podemos fazer grandes movimentos e mudanças, só falta darmos as mãos. Ela tem um balanço que eu amo, quando cheguei no estúdio, a música já tinha uma forma, mas os arranjos ainda não tinham me conquistado totalmente. Agora, o som tem cara de mar, paz, me levou para onde eu queria que me levasse, a música foi se transformando. 

“Soldier”: fala sobre o efeito manada, que todo mundo segue os outros sem questionamentos. Nasce da minha indignação, da nossa falta de capacidade de questionar as coisas e todas as coisas erradas que acontecem à nossa volta. É preciso analisar e ter uma opinião própria, me sinto uma soldada do amor e essa música é um convite para todos serem também.

“Protect My Magic”: tem uma letra abrangente e mágica mesmo. É um pedido aos deuses: “Me mantenha nesse caminho, proteja minha mágica todos os dias e não me afaste dessa conexão e força divina”. Quero proximidade com essa força maior. 

“Reggae Bom”: feita em parceria com Jonathan Ferr, Gabriel Moura, Marina Afares e Jairo Pereira, é um mantra para uma vida abundante e cheia de movimento. A força que está na nossa mente tem que vir do coração, da essência, amo cantar essa música.

“Devagarinho”: estava no interior do Pernambuco e acordei com os pássaros cantando, aquela manhã silenciosa, apenas com os sons da natureza e me veio essa letra. Sentia como se estivesse acordando junto com a natureza e eu quis transformar essa sensação em uma música alegre, se apreciando o acordar.  

“Jah Will Show The Way”: inspirada no reggae clássico da Island Records e nas produções icônicas de Lee Perry, é um convite para mergulhar fundo e confiar no processo da vida. A gente está nessa vida para crescer e evoluir, sair daqui melhor do que chegamos. Entrega a expansão, ao conhecimento superior, sem medos, confiança na vida, em Jah, em Deus, seja como a gente entende essa força maior, é uma música profunda. 

“Sexy Ganja”: declaração de amor à cannabis. Tem um lugar muito importante na minha vida, de autoconhecimento, é uma planta poderosa que me faz uma pessoa melhor, faço o uso dela dessa forma e entendo que ela é poderosa. A primeira coisa que eu sinto vontade de fazer quando acordo, e faço quando posso, é fazer uso da minha cannabis. Ela que me acorda e faz ver o mundo com clareza, ser consciente é sexy. 

“Burn”: sobre manter a chama da vida acesa, a gente sabe que não vence a corrida contra o tempo, mas precisamos manter a chama acesa até o fim da vida. Nasceu do encontro do meu lado praieiro com o lado urbano do Gabriel Geraissati, tem uma sonoridade gostosa, é uma música que me esquenta e aquece meu coração. 

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