
A cantora paulista Papisa será a responsável por abrir o terceiro e último dia de palco principal do Lollapalooza Brasil 2026, neste domingo (22/3) às 12h45.
Animada com a estreia no Lolla, ela já esteve no evento em sua segunda edição no país, em 2013, e diz se recordar de assistir aos shows do Black Keys e da banda brasileira Holger. Segundo ela, o convite para integrar o line-up surgiu no meio do ano passado, quando ela fazia uma série de shows no Teatro Centro da Terra, em São Paulo.
Em entrevista exclusiva a Noize, Papisa prometeu apresentar uma canção inédita durante o show, que irá focar nas faixas de seu disco mais recente, Amor Delírio (2024). Porém, músicas do primeiro álbum, Fenda (2019), também poderão ser ouvidas.
Os lançamentos mais recentes da cantora, nascida em Jundiaí, no interior de São Paulo, mas já há vinte anos na capital do estado, são duas faixas em parceria com Paulo Miklos, artista de quem ela é fã desde a época com os Titãs. Ela conta que convidou o músico não só para participar, mas também para ajudá-la a criar justamente os shows que fez em agosto de 2025 no Centro da Terra, onde fez uma temporada de quatro apresentações, chamada “Em Brisas”.
Segundo ela, Miklos não conhecia seu trabalho, mas mergulhou em seu universo e gostou tanto que até trouxe composições inéditas para serem trabalhadas por eles juntos. Assim surgiram as faixas “Maremoto” e “São Paisagens, Novas Descobertas”, lançadas em dezembro, e que antecipam o próximo disco solo de Miklos, previsto para este ano.
Impressionada com o tamanho do palco do Lollapalooza — 25 metros ao todo —, Papisa adianta que formulou um show especial para o festival. “Quis levar esse show para outros lugares antes para testar o repertório e aquecer a banda”, comenta ela, que passou nas últimas semanas por Brasília, Goiânia e Uberaba (MG). Ela revela também que, além de sua banda tradicional, com Leo Mattos (bateria e backing vocal), Rubens Adati (guitarra) e João “Jojô” da Silva (baixo), desta vez, receberá como membro adicional Luna França (teclas e backing vocal), além de estar preparando visuais e figurino.
Depois de Papisa, passam pelo Palco Budweiser do Lollapalooza no domingo, a banda pernambucana Mundo Livre S/A, que ela revelou ter ouvido muito e se diz feliz de compartilhar o mesmo espaço, além de Dijon, artista do ano pela Pitchfork, e ainda, a banda norte-americana sensação Turnstile e o headliner da noite, Tyler, The Creator, uma das atrações mais esperadas da edição.
Leia também: Lollapalooza Brasil: 10 estreias de artistas nacionais no line-up
Pé no chão, ela reconhece a importância de ser considerada pela curadoria do festival e diz que o momento representa um marco e uma grande conquista para sua trajetória, mas pondera: “Não é uma transformação, mas sim um impulso para seguir. É tipo ‘avance duas casinhas para frente’”, brinca, explicando que o negócio é dar um passo por vez.
O Lollapalooza, sem dúvidas, será um grande passo neste novo caminho. Ainda em 2026, depois do festival, Papisa pretende circular com outro show pelo país, desta vez em formato mais intimista, além de revelar que está “pilhada” para criar mais. E sim, ela já está gravando novas faixas.
Sintonize é a nova coluna de Felipe Tellis na Noize, em que ele apresenta uma curadoria de música independente aos nossos leitores. Confira a edição anterior aqui, com João Menezes e Paulo Novaes.





