
Impulsionado por lançamentos e relançamentos de grandes nomes da música, o mercado de vinil segue em plena expansão. Artistas como Oasis e Taylor Swift ajudam a explicar o fôlego do formato, que registra crescimento de 13,3% e completa 18 anos consecutivos de alta, de acordo com levantamento da British Phonographic Industry (BPI), que avalia a indústria musical do Reino Unido.
Fenômeno cultural e de consumo, as vendas de discos cresceram em ritmo duas vezes superior ao streaming. Segundo a mesma pesquisa, as plataformas digitais registraram alta de 5,5% no ano passado.
Após 15 anos de hiato, o Oasis voltou com tudo em 2024 para uma tour mundial. O resultado foi imediato: (What's The Story) Morning Glory (1997) terminou o ano como terceiro disco mais vendido do ano no Reino Unido. O frisson por aqui também aconteceu, por conta da passagem da banda por São Paulo, em novembro: os britânicos tiveram um aumento de 120% nos streams da Deezer.
Vinil pop
Mas falar de recordes da indústria musical é falar, sobretudo, de Taylor Swift. Em outubro, com o lançamento de The Life of a Showgirl (2025), a cantora surpreendeu ao vender 1 milhão de cópias de vinis em apenas uma semana, como apontou o Statista. Ao todo, Taylor lançou 27 edições físicas do álbum — 18 CDs, oito LPs de vinil e uma fita cassete.
Taylor aparece em primeiro lugar (pelo quarto ano seguido) na lista anual de discos mais vendidos no Reino Unido, divulgada pelo Official Charts. O top 10 ainda inclui nomes como Sabrina Carpenter — Short n’Sweet (2024) e Romance (2024), do Fontaines D.C. Dos clássicos, Fleetwood Mac segue queridinho dos britânicos: Rumours (1977) ficou com o sétimo lugar.
Esse aumento no consumo de mídia física impulsionado pelo vinil também acontece no Brasil, ainda que a indústria britânica siga mais aquecida no setor: em 2024, as vendas por aqui registraram aumento de 31,5%, de acordo com o relatório Mercado Brasileiro de Música. Os favoritos do público? Os discos de vinil, com 76,7% de faturamento no segmento.














