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Fafá de Belém estreia no Circo Voador celebrando os 50 anos de carreira, o Pará e a guitarrada


Por:

Victor Thomé

Fotos: Tereza Maciel/Divulgação

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No dia 05 de junho, a lenda paraense Fafá de Belém estreia solo no Circo Voador, com um grande espetáculo celebrando os 50 anos de carreira. Acompanhada do mestre e inventor da guitarrada paraense Manoel Cordeiro, a artista revelou em exclusiva para a Noize a emoção de estrear solo no palco carioca:

“Vai ter figurino novo, projeção e tudo… mas nada supera a arquitetura do Circo. Amo este lugar onde cresci com amigos, vivo frequentando a Lapa… agora, tenho a oportunidade de fazer um show só meu. Estou muito emocionada!” 

Com mais de 30 álbuns lançados e 15 milhões de discos vendidos, Fafá atravessou gerações da música brasileira como uma verdadeira estrela cadente, deixando sua voz marcante por onde passou, fazendo amigos em todos os cantos, o que lhe rendeu colaborações com centenas de outras lendas. 

Sucessos que passeiam pelos mais diversos ritmos e constroem álbuns fortemente regionalistas e originais, como o LP de estreia Tamba-Tajá (1976). Para ela, o disco foi um marco, para além da estreia, por levantar a bandeira do Pará pelo Brasil e também pelo crescimento pessoal que ela desenvolveu na época.

 

“Imagina, uma menina de 16 anos, há 50 anos, ser convidada a morar no Rio para viver da música. Foram dois anos de convencimento e diálogo entre o produtor e meu pai. Quando finalmente fui, aos 18, o produtor queria me moldar como cantora nacional. Mas eu disse, se for, eu vou com os meus. Por isso, sempre fui muito verdadeira comigo mesma, sempre me joguei. Nunca tive um condutor de marketing para dizer qual caminho seguir”

A cantora, que sempre se manteve em movimento por sua paixão pela música, também é dona de 67 trilhas para novelas brasileiras, como seu primeiro sucesso nacional, “Filho da Bahia”, em Gabriela (1975) e “Nuvem de Lágrimas” em Barriga de Aluguel (1990). Esses sucessos também prometem estar no repertório. 

Como esse espírito livre, Fafá se manteve ativa e criou vínculos especiais com as novas gerações. "Gravei ‘Vermelho’ há 30 anos e continua evidente e forte. Também gravei ‘Alinhamento Energético’ da Letrux, que virou hino na pandemia. É muito doido tudo isso. Vejo muitos da minha geração querendo a mesma posição que tiveram nos anos 80, mas estamos em 2026”, ressalta ela.

“Surgem pessoas e tendências novas, mas o que importa é que continuamos aqui, olhando tudo com sinceridade e verdade. Ninguém morreu se ainda está vivo, por isso, sempre apostei na minha identidade com a música.”

Do Pará para o Circo

Fafa também nos falou sobre a emoção de tocar com Manoel e apresentar um pouco da guitarrada paraense sob a lona do Circo. “Ele é um gênio, criou a sonoridade da Banda Calypso, ensinou Ximbinha a tocar e praticamente fez a sonoridade de todo o brega no Pará. Foi um sonho gravar um disco com Manoel , e agora, nesse show, preparamos momentos especiais para ele, porque sei que, em qualquer base, ele vai arrebentar.”

O grupo Surarás dos Tapajós também faz sua estreia na noite, abrindo o show com uma apresentação poderosa como primeiro grupo de carimbó feito por mulheres indígenas. O show reúne show, ritual e manifesto, com um repertório que mescla canções  autorais e clássicos da música paraense de mestres do carimbó, como Dona Onete.

Em boa companhia, Maria de Fátima Palha de Figueiredo está pronta para apresentar toda a força de sua música no Circo.

FAFÁ DE BELÉM | 50 anos de carreira no Circo Voador

Part.: Manoel Cordeiro

Abert.: Suraras de Tapajós

Data: Sexta, 05 de junho, 20h

Ingressos na Eventim e na bilheteria do Circo, sempre 2h antes da abertura dos portões.

Por:

Victor Thomé

Fotos: Tereza Maciel/Divulgação

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